01/08/2023 - Fotos: Divulgação / Fonte: iCarros
A Stellantis confirmou em Betim (MG), dentro de sua fábrica, que passará a produzir carros híbridos no Brasil a partir de 2024. Segundo Antonio Filosa, presidente da Stellantis para a América do Sul, as próprias marcas Fiat, Jeep, RAM e Citroën terão autonomia para propor quais serão seus próximos carros eletrificados.
Como a Stellantis anunciou que a grande maioria dessas tecnologias de eletrificação já estão prontas, é bem provável que as primeiras serão aplicadas inicialmente em modelos conhecidos do nosso mercado, possivelmente em versões do Fiat Pulse, Fiat Fastback e Jeep Renegade.
O conglomerado de marcas automotivas revelou quatro plataformas de carros eletrificados, sendo duas de híbridos leves – com um ou dois motores elétricos –, uma do tipo híbrido plug-in e, por fim, uma para veículos totalmente elétricos com lançamento previsto para até 2030.
A Stellantis ainda afirma que segue desenvolvendo tecnologias de célula de combustível a etanol com o intuito de gerar energia elétrica no carro. Suas tecnologias híbridas, inclusive, estão sendo chamadas de bio-hybrid, por conta da combinação do etanol com propulsão elétrica.
“O Bio-Hybrid faz parte da rota tecnológica da mobilidade acessível e sustentável adotada pela Stellantis. Queremos potencializar as virtudes do etanol, como combustível renovável, cujo ciclo de produção absorve a maior parte de suas emissões, combinando a propulsão à base do biocombustível com sistemas elétricos”, afirmou Antonio Filosa.
MHEV - híbrido-leve
Bio-Hybrid
O primeiro carro eletrificado é aguardado para vir com um motor elétrico que funciona como alternador para oferecer 4 cv extras ao carro e para isso é necessário ter uma bateria de 12V trabalhando em conjunto com o motor térmico.
A Stellantis revela que seus novos motores elétricos poderão ser usados em conjunto com motores a combustão já disponíveis no mercado, como o 1.0 aspirado de 75 cv do Fiat Mobi, 1.0 turbo de 130 cv do Pulse e Fastback, 1.3 turbo de 185 cv do Jeep Compass, Fiat Toro e Jeep Commander e também o 1.3 aspirado de 107 cv do Fiat Argo e do Pulse.
Inicialmente não há previsão de que os modelos produzidos na Argentina, casos de Fiat Cronos e Peugeot 208, recebam esta tecnologia.
Bio-Hybrid e-DCT
A segunda opção híbrida leve conta com o serviço de dois motores elétricos. O primeiro deles é o que substitui o alternador e o motor de partida. Adicionalmente, outro motor elétrico de maiores proporções é acoplado à transmissão. Uma bateria de íon-lítio de 48 volts dá suporte ao sistema e também é alimentada pelos dispositivos.
Uma gestão eletrônica controla a operação entre os modos térmico, elétrico ou híbrido, otimizando eficiência e economia.
Desta forma, com este sistema híbrido-leve no Brasil, a Stellantis espera diminuir 90% das emissões de CO².
PHEV - híbrido plug-in
Chamada de Bio-Hybrid Plug-in, essa plataforma terá um motor elétrico acoplado ao motor a combustão, além de um segundo motor elétrico traseiro para ser carregado na tomada, seja no wallbox ou em casa.
Essa tecnologia plug-in ainda deverá passar por novas fases de desenvolvimento, por isso ainda não é possível afirmar a autonomia desses veículos.
BEV - 100% elétrico
Os modelos totalmente elétricos que serão produzidos no Brasil vão utilizar a nova plataforma apresentada pela Stellantis, capaz de receber motores a partir de 122 cv e baterias com no mínimo de 45 kWh.
É previsto que os próximos lançamentos de veículos totalmente elétricos da Stellantis continuem importados, mas até 2030 teremos ao menos as primeiras opções nacionais.
A plataforma totalmente elétrica recebe baterias no assoalho e o motor elétrico é dianteiro.
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