10/12/2022 - Redação / Foto: Divulgação / Fonte: iCarros
A Toyota anunciou que vai produzir uma nova versão movida por células de hidrogênio para a picape Hilux, uma das mais vendidas do mundo. O projeto está em fase de desenvolvimento na Inglaterra, conta a participação de empresas locais e apoio do governo britânico.
Enquanto a maioria das montadoras de veículos aposta em novos modelos elétricos ou híbridos movidos por baterias para os próximos anos, de forma a cumprir os compromissos da indústria automobilística com a descarbonização, a Toyota segue em uma direção um pouco diferente.
Tanto que, até hoje, não lançou sequer um modelo puramente elétrico desse tipo, optando por soluções híbridas – como o pioneiro Prius e as atuais versões Hybrid do sedã Corolla e do SUV Corolla Cross produzidas aqui no Brasil.
Além desses, desde 2015, oferece aos japoneses e norte-americanos o Mirai, um sedã médio-grande cujos motores elétricos são alimentados por células de combustível que, por sua vez, são abastecidas com hidrogênio, resultando em uma propulsão eficiente e totalmente livre de emissões.
O interessante em relação à opção pelo hidrogênio é que, na prática, o abastecimento dos automóveis desse tipo é feito, rapidamente, em postos, tal qual acontece hoje com os veículos a combustão.
Além disso, quando produzido a partir de energia elétrica de fontes renováveis, o hidrogênio tende a ser mais sustentável e provocar muito menos impactos no meio ambiente que a fabricação de baterias e seu posterior descarte.
No caso da futura Hilux, pelo que foi divulgado – incluindo um diagrama em que aparecem três grandes cilindros de gás instalados sob o chassi, entre os eixos do veículo –, a ideia é que as células de combustível gerem energia para movimentar dois motores, um na dianteira, outro na traseira.
Apoio governamental
Para desenvolver o projeto, a filial inglesa da Toyota conta com o apoio governamental e está recebendo o equivalente a R$ 72 milhões através de um programa chamado Centro de Propulsão Avançada, que financia projetos de mobilidade que contribuam para eliminar as emissões veiculares.
Para a empreitada, a marca japonesa formou um consórcio, se associando às empresas de tecnologia inglesas ETL, Ricardo, Thatcham Research e D2H, cada uma delas especializada em determinados aspectos do projeto.
Pelo que se sabe até aqui, essa nova versão da Hilux terá como base a segunda e atual geração do sistema FCEV – de Fuel Cell Electric Vehicles (veículos elétricos a célula de combustível) –, já utilizado no Mirai, e que, nele, rende 185 cv de potência e 30,6 kgfm de torque.
É bem possível que, para o utilitário, essa propulsão seja incrementada, entregando algo mais próximo dos 204 cv e 50,9 kgfm do atual motor turbodiesel de 2.8 litros usado na Hilux e no SW4 que nós também conhecemos bem aqui no Brasil.
Os primeiros protótipos da Hilux com zero emissões devem começar a ser testados pelas estradas inglesas já em 2023 e é provável que, para essas avaliações, algumas unidades sejam cedidas a empresas para uso experimental em suas frotas.
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