16/11/2022 - Fernando Calmon / Foto: Divulgação / Fonte: iCarros
Um dia útil a menos em outubro em relação a setembro e as paralisações nas estradas por protestos no último dia 31 resultaram em recuo nas vendas.
O total comercializado de automóveis, comerciais leves e pesados alcançou 180,9 mil unidades com crescimento de 11,4% sobre outubro de 2021, porém recuo de 6,7% frente a setembro deste ano. No acumulado dos dez primeiros meses de 2022 a queda é de 3,2% sobre o mesmo período do ano passado.
A Anfavea mantém sua previsão de que 2022 vai superar em 1% as vendas de 2021. Deverão ser emplacadas 2,140 milhões de unidades até dezembro, na realidade praticamente um empate, num ano complicado pela falta de componentes especialmente chips.
As exportações, no entanto, vão crescer. Até agora apresentam alta de 32,4%, apesar do período difícil da economia argentina, tradicionalmente o maior comprador dos produtos brasileiros. Contudo, Chile, Colômbia e México compensaram com folga.
Embora ainda existam dificuldades com os fluxos de componentes, que devem continuar pelo menos até o primeiro semestre de 2023, a produção acumulada dos dez primeiros meses de 2022 avançou 7,1% sobre 2021. Nos 12 meses de 2022 a Anfavea prevê evolução de 4% sobre o ano passado.
Outra referência importante é o estoque total nas fábricas e concessionárias. Passaram de 29 dias em setembro para 31 dias em outubro. Isso significa que está próximo aos 35 dias considerados normais e, portanto, vai diminuir a pressão altista sobre o mercado de carros seminovos. Alguns modelos com um ano de uso chegaram a valer mais que um zero-km. Essa distorção já está no fim e tudo voltará à normalidade com a desvalorização média histórica de 15% no primeiro ano após sair da concessionária.
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