03/11/2022 - Redação / Foto: Divulgação / Fonte: iCarros
A Volkswagen anunciou que, até o ano de 2030, todos os seus modelos esportivos serão movidos a bateria. Com isso, as opções “R” da linha – como o Golf, o Tiguan e o Passat – possivelmente ganharão versões elétricas. Isso se não forem simplesmente substituídas por novos modelos.
O Parlamento Europeu, que congrega os 27 países da Comunidade Europeia, aprovou no mês passado uma lei que estabelece o ano de 2035 como limite para que veículos movidos a gasolina e diesel deixem de ser produzidos e vendidos no Velho Continente. A VW decidiu adiantar-se.
Em um comunicado, o diretor da Divisão R da montadora, Reinhold Ivenz explicou que a mudança faz parte do processo de transição da Volks para, até o final desta década, se tornar uma marca totalmente elétrica.
“Estamos dando os passos que são necessários para que essa transformação se torne realidade”, declarou o executivo. “Os produtos da Volkswagen R, que têm sucesso global, estão incluídos nesse processo emocionante de mudança e representarão uma mobilidade elétrica sustentável no futuro”.
Por que a migração dos carros “R” para a eletricidade é tão importante?
Como em quase todas as linhas das maiores montadoras de automóveis, os modelos e versões esportivas da VW têm um importantíssimo papel na divulgação da marca.
Embora raramente atinjam grandes volumes de vendas – até porque custam mais caro – esses costumam ser os carros mais desejados por aquela parcela do público que mais se interessa por automóveis e que, também, está entre a que mais influencia outros consumidores.
Na prática, esses modelos mais potentes e incrementados servem para atrair compradores para a marca e, principalmente, para o restante da linha, que “herda” uma parte da mística que eles ajudam a propagar. Ou seja, “sonho com um Golf R, compro um Golf Comfortline”.
Novidades devem começar pela linha ID
Embora não tenham divulgado mais informações sobre isso, o mais provável é que os primeiros novos integrantes da linha de esportivos R sejam versões dos já lançados SUVs ID.4 e ID.5, além de outra, do hatch ID.3.
Não custa lembrar que, por suas próprias características técnicas, os modelos puramente elétricos oferecem naturalmente um desempenho comparativamente mais forte que seus primos com motores a combustão, especialmente no que diz respeito à aceleração.
Não por acaso, nas famosas pistas de competição de arrancadas, nos EUA e na Europa, os movidos a eletricidade levam tanta vantagem que já estão disputando provas à parte.
Ora, tirando alguns trechos das maravilhosas autobahnen – as autoestradas alemãs em que não há limite máximo de velocidade estabelecido – e os autódromos abertos em track-days, velocidades máximas acima dos, digamos, 140 km/h não são algo do que se possa usufruir, mesmo.
Assim, ter um modelo elétrico que acelere, digamos, de 0 a 100 km/h em menos de cinco segundos, silenciosamente, supre com folgas o que se espera de um carro esportivo. Especialmente se, junto ao desempenho, vier um bom pacote estético, uma suspensão mais firme etc.
Outras marcas, como a norte-americana Dodge, pertencente ao grupo Stellantis, a Porsche e a Jaguar, já anunciaram movimentos na mesma direção e, nos próximos anos, planejam substituir seus musculosos esportivos “motorzudos” por novos modelos elétricos.
E, para quem tiver saudade de ouvir o ronco maravilhoso de um poderoso motor V8, já foram também anunciados sistemas que simulam o som, com a vantagem de se poder até “afinar” a tonalidade desejada. E, o melhor, sem despejar sequer um grama de CO2 na atmosfera.
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