26/05/2020 - João Brigato / Foto: Divulgação / Fonte: iCarros
Foram precisos apenas oito meses e três carros para que a marca de baixo custo Jetta conquistasse 1% do mercado chinês. E isso não é tarefa fácil, visto a quantidade absurda de mercas existentes por lá. Prova do sucesso da Jetta, é que a Volkswagen quer levar a marca para outros países.
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Jetta que não é Volkswagen?
Antes de detalhar os planos da Volkswagen é preciso recapitular. No Brasil e Estados Unidos o nome Jetta é usado para o sedã médio da Volkswagen, porém na China sempre esteve associado a um sedã compacto barato – por lá o nosso Jetta se chama Sagitar.
De tanto sucesso que o Volkswagen Jetta chinês fez, a marca alemã decidiu separar o modelo da Volkswagen e criar sua própria marca focada em consumidores jovens e com pouco poder aquisitivo. Além do ex-Volkswagen Jetta convertido em Jetta VA3, a marca ainda conta com os SUVs VS5 e VS7 baseados em modelos da Seat.
Expansão global
Com 81 mil carros vendidos em menos de um ano, sendo 13.500 deles apenas em abril, a marca Jetta se provou um caso de sucesso para a Volkswagen, que agora quer leva-la a outros mercados. Será que terá chances no Brasil?
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Em entrevista ao Automotive News Europa, Haraid Mueller, presidente da Jetta, ”o sucesso inicial fez, é claro, ascender o interesse [pela Jetta] em outros mercados do mundo Volkswagen”. Tida como a Dacia da VW, a Jetta deverá chegar a países em que há necessidade de uma marca mais barata que Volkswagen ou Skoda.
Assim, a Skoda poderia ficar livre para concentrar seus esforços na Índia, onde vem apresentando bons resultados com o lançamento de novos modelos e desenvolvimento de plataformas e soluções de baixo custo.
A Jetta entraria como seu braço direito na Europa e em mercados onde a fabricante tcheca não está, como em toda América, em especial Brasil e Estados Unidos, os maiores mercados do grupo Volkswagen na região. Nos Estados Unidos os SUVs poderiam funcionar muito bem pelo apelo de custos.
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Será que no Brasil há espaço para um primo de baixo custo do Voyage e para SUVs mais baratos que Nivus e T-Cross? Até hoje a Volkswagen não quis criar concorrência para seus modelos, especialmente por já terem apelo popular, motivo pelo qual desistiu da Seat na região e nunca trouxe a Skoda.
Fonte: Automotive News Europe
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