Frontier 10 Anos celebra Nissan no Brasil

Série especial comemora começo da fabricação da picape, em 2002, mesma data em que a marca iniciou a produção no País

23/11/2012 - Thiago Moreno / Fotos: Divulgação / Fonte: iCarros

Em 2002, a Nissan começou a fabricação de veículos no Brasil com a picape Frontier. Para comemorar a primeira década, a marca apresentou a série especial 10 Anos do modelo. Na edição, são exclusivos os tapetes, a nova grade frontal, os para-choques, os logos da série e detalhes cromados.
 
Na versão de entrada, SV Attack 4x2, os interessados precisam desembolsar R$ 95.990. Com tração integral, o preço é R$ 104.990. A versão topo de linha SL Attack 4x4 vem com câmbio automático de cinco marchas e custa R$ 124.990, mas entrega de fábrica ar-condicionado digital de duas zonas, câmera de ré, bancos em couro e o VDC, sistema que controla a tração em situações de fora-de-estrada. A mecânica é a mesma para as três versões: 2.5 turbodiesel com 163 cv (4x2) ou 190 cv (4x4). No primeiro caso, o torque é de 41,1 kgfm, enquanto a versão mais potente tem 45,8 kgfm.
 
Fora-de-estrada, mas dentro da linha
 
Sem grandes novidades no visual, a linha 10 Anos da Frontier lembra também que a picape não tem medo de barro. Longe das figuras caricatas usadas nas propagandas, o modelo entra na terra sem esforço. O câmbio, com bloqueio de diferencial e caixa de redução, trata de colocar as quatro rodas da Frontier para trabalhar, no caso da versão de tração integral. Disponível apenas na versão SL, o VDC dá mais um auxílio numa situação conhecida como "X", quando o carro encara um desnível forte e fica com a roda dianteira de um lado e a traseira de outro no ar, momento em que a força é enviada às rodas sem tração. Esse sistema atua junto ao ABS travando as rodas no ar para que as demais possam tracionar.
 
Apesar de mostrar os sinais da idade, o projeto da Frontier ainda é valente. "O chassis da Frontier é o mesmo da Nissan Titan", explica gerente de Marketing de Produto da Nissan, Tiago Castro. O último modelo é de maior porte e vendido nos EUA. Assim, o conjunto que suporta o peso do carro e onde todas as peças são fixadas tem mais resistência. Em desníveis e buracos, a carroceria não torce nem range, fazendo até com que terrenos acidentados não sejam tão desagradáveis quanto parecem.
 
Já se foram dez anos, e os próximos?
 
Segundo dados da Nissan, a marca detinha menos de 1% de participação no mercado brasileiro no acumulado até outubro de 2010. Já no mesmo período de 2012, esse número é de 3,2%. O aumento se deu após a introdução de modelos mais populares, como o March e o Versa. Porém, se engana quem acha que só os modelos importados do México são bons de venda. Os nacionais Frontier e Livina não deixam por menos: "Tudo o que produzimos em São José dos Pinhais (PR) é vendido. Não comercializamos mais porque a fábrica tem limites". 
 
Para tentar atingir uma meta ambiciosa de obter 5% de participação no mercado em 2016, a Nissan anunciou investimentos de R$ 2,6 bilhões no Brasil para, entre outras ações, construir uma fábrica em Resende (RJ), com capacidade para produzir até 200 mil carros por ano. A unidade deve começar a operar em 2014, mas os modelos que sairão de lá já foram escolhidos: "Lá (em Resende), fabricaremos carros da plataforma V", disse Castro se referindo ao codinome dos projetos que originaram tanto o March quando o Versa. 
Para 2013, a marca prometeu durante o Salão do Automóvel de São Paulo a chegada do sedã grande Altima, que deve ser apresentado no primeiro semestre do próximo ano. 
 
Teste-drive a convite da Nissan
 
Ícone de Atenção
Para proteger e melhorar a sua experiência no site, nós utilizamos cookies e dados pessoais de acordo com nossos Termos de Uso e Política de Privacidade. Ao navegar pela nossa plataforma, você declara estar ciente dessas condições.