Os dados da Chevrolet contabilizam quase 6.412 unidades do Cobalt vendidas em julho de 2012 no Brasil. A marca poderia dar-se por satisfeita com o novo modelo, mas quer mais. Para isso, o modelo, lançado em novembro de 2011, ganhou motor 1.8 8V flex e câmbio automático de seis marchas, assim como a
minivan Spin.
O novo conjunto mecânico é o que faltava para que o Cobalt pudesse corresponder às expectativas, já que a
opção única pelo bloco 1.4 flex deixava uma lacuna a ser preenchida. Com motor maior, o modelo vai custar R$ 43.690 na versão LT com transmissão manual de cinco velocidades e R$ 46.960 com câmbio automático. A configuração topo de linha LTZ sai por R$ 46.990 com trocas manuais e R$ 49.990 com caixa automática.
O motor 1.8 8V flex entrega 108 cv com etanol e 107 com gasolina, ante 102 cv e 97 cv, respectivamente, do 1.4. Na potência a diferença pode não ser grande, mas o contraste maior com relação ao "irmão menor" fica para o torque: são 17,2 kgfm com etanol e 16,4 kgfm com gasolina no bloco novo, contra os 13 kgfm (etanol) e 12,7 kgfm (gasolina) encontrados no motor 1.4. Acoplado ao bloco está o câmbio automático de seis velocidades GF6, que foi desenvolvido pela GM, e também equipa outros modelos vendidos no Brasil, como o Cruze .
Desempenho ideal
A nova opção de motorização entrega mais torque e seu pico surge já aos 3.200 rpm, fato que garante que o carro saia em subidas ou faça retomadas sem que o motorista precise pisar fundo no pedal do acelerador ou reduzir as marchas com muita frequência. Em baixa rotação o motor não é demorado nas respostas como na versão mais fraca e a Chevrolet garante que o ganho de força na configuração 1.8 torna a condução do carro mais agradável e divertida. O peso declarado do carro com o novo motor é de 1.112 kg da versão manual, enquanto a automática pesa 1.149 kg, o que auxilia na tarefa movimentar o veículo. Apesar do pouco peso para seu porte, o Cobalt tem medidas de carro médio: são 1,7 m de largura, 4,5 m de comprimento, 1,5 m de altura e 2,6 m de distância entreeixos com capacidade de levar 563 litros de bagagem no porta-malas.
Quanto ao novo câmbio automático, ele está bem regulado. A caixa mostra sintonia com o motor e oferece trocas suaves, apesar de, em algumas situações, reduzir a marcha sem muita necessidade. Contudo, o sistema cumpre a proposta de dar mais agilidade ao carro e, contando com opção de trocas manuais pela alavanca, o Cobalt ficou mais "esperto", coisa que faltava na versão 1.4. Quem quiser ainda pode optar pelo câmbio manual.
Visual e equipamentos
A Chevrolet fez algumas alterações no design do modelo para diferenciá-lo da versão de entrada. As duas configurações 1.8 (LT e LTZ) ganharam aerofólio na tampa do porta-malas. A versão de entrada agora tem calotas com desenho exclusivo, assim como as rodas de liga leve da configuração LTZ, que também foram desenhadas especialmente para o modelo. A topo de linha também carrega faróis dianteiros com máscara negra, lentes transparentes e faróis de neblina. Já as versões com motor 1.4 não sofreram alterações.
De série, a versão LT 1.8 leva ar-condicionado, direção hidráulica, desembaçador traseiro e travas elétricas. Equipamentos como airbag duplo, freios ABS com EBD, vidros elétricos dianteiros e computador de bordo também estão na nova lista de itens de série. Já a configuração LTZ, além dos equipamentos encontrados na LT, traz rodas de liga-leve de 15 polegadas, volante com multifuncional, rádio com CD Player, MP3, Bluetooth e entrada USB, retrovisores com controle elétrico e todos os vidros com acionamento elétrico.
Mercado - Durante o evento de lançamento das novas configurações, que aconteceu hoje, no campo de Provas de Cruz Alta, em Indaiatuba (SP), o vide-presidente da General Motors no Brasil, Marcos Munhoz, lembrou que no lançamento do Cobalt, a expectativa era comercializar 3.500 unidades do carro por mês. "Nós vendemos excepcionais 6.412 unidades no mês passado. De todos os carros que lançamos este ano (no total foram cinco. Faltam ainda o compacto Ônix e o
SUV TrailBlazer), o Cobalt foi o que mais impressionou", diz Munhoz.
A Chevrolet anunciou que o Cobalt tem uma média de 5.000 unidades vendidas por mês e espera que agora, com a opção de motor 1.8, o volume de vendas do modelo suba para 6.300 carros por mês. A expectativa da marca é de que metade deste total seja equipada com motores 1.8. Dos equipados com a motorização mais potente, cerca de 50% deve sair com transmissão automática.
Teste drive a convite da Chevrolet