VW reviverá nome GTS com Polo e Virtus em 2020 | Impressões

Já andamos nos protótipos que darão vida ao renascimento da linha GTS na Volkswagen com Polo e Virtus ano que vem

30/09/2019 - Texto: Thiago Moreno / Fotos: Divulgação e Thiago Moreno / Fonte: iCarros

A Volkswagen chamou o iCarros para uma oportunidade histórica: participar de um teste-drive com dois protótipos mais que especiais: Polo e Virtus nas versões esportivas GTS. Apresentada no Salão do Automóvel de 2018, a dupla vem sendo desenvolvida desde então e devem aparecer no mercado brasileiro no primeiro trimestre. Os preços e as especificações finais ainda não foram divulgados, mas já deu para ter um gostinho da nova dupla esportiva da VW.

O renascimento de uma lenda

Quem for mais das antigas vai lembrar de outros carros clássicos da Volkswagen que ostentaram o emblema GTS no passado, como o Gol GTS do final da década de 1980 e o Passat GTS Pointer. Ambos equipados com o mítico motor AP 1.8 S, com comando de válvulas 49G emprestado do Golf GTI europeu da época. No Gol especificamente ficou marcado o conjunto frontal com faróis de neblina nos para-choques e faróis de milha na grade.

Os protótipos mostrados pela Volkswagen no autódromo da Fazenda Capuava, no interior de São Paulo, mostrar que o visual será mais comedido que o dos antepassados, mas com boas escolhas de diferenciação em relação aos Polo e Virtus convencionais.

No hatch, haverá um spoiler mais pronunciado na traseira e uma saída de escape com ponteira dupla, enquanto o sedã adotará um spoiler bem discreto no tampão do porta-malas. Não haverá emblemas com o nome dos carros, apenas com as inscrições “GTS”, o mesmo que já é feito na dupla maior da VW: Golf GTI e Jetta GLI.

Na frente, há detalhes como o filete vermelho sob os faróis e, apesar de a grade estar tampada, apostamos que esse detalhe vermelho deverá cruzar a grade inteira, como em Golf e Jetta esportivos. Tanto Polo quanto VIrtus GTS trarão o emblema da versão na grade e também nas laterais, como hoje é feito nas versões convencionais dos carros.

Por dentro, mais diferenciação. Se Gol e Passat GTS traziam bancos Recaro, Polo e Virtus abrem mão da grife, mas trazem bancos inteiriços com suportes laterais bem mais pronunciados. Há também detalhes vermelhos nas saídas de ar-condicionado e ao redor da alavanca de câmbio. As costuras por dentro também são vermelhas. As rodas devem permanecer com 17 polegadas, mas com acabamento ainda não especificado

Mudanças onde realmente fazem diferença

Se você achou o visual de Polo e Virtus GTS um tanto conservador, ficará feliz com as alterações mecânicas. Isso acontece porque a VW investiu basicamente onde você não vê: sob o capô e no chassis dos carros.

Motor e câmbio são exatamente os mesmos utilizados por Tiguan e Jetta de entrada. Sai o 1.0 tricilíndrico e entra o 1.4 turbo flex de injeção direta de combustível com até 150 cv de potência e 25,5 kgfm quando abastecido com etanol. Até o momento, apenas a transmissão automática de seis velocidades está confirmada. Dados de performance serão divulgados apenas no lançamento.

A parte de acerto da injeção eletrônica, no entanto, é específica dos GTS. Tanto o mapa de injeção, resposta de acelerador e pontos de troca de marchas foram recalibrados. A assistência da direção elétrica é exclusiva de Polo GTS e Virtus GTS. Diz a marca que, mesmo em modo normal, seu peso é maior que dos modelos convencionais.

Apesar do ganho de potência, a VW optou por não mexer nos freios. Permanecem os discos ventilados na dianteira e sólidos na traseira. Agora, a suspensão é só dos GTS. Mudam molas, amortecedores, barra estabilizadora dianteira e até mesmo o eixo traseiro.

Há também espaço para tecnologias mais modernas. Por exemplo, o painel dos GTS será sempre digital e terá os tons vermelhos como no Golf GTI. A central multimídia também traz relógios de medição de performance, como pressão de turbina e força G. Polo GTS e Virtus GTS terão também um sintetizador de ruído de motor, solução também utilizada em Golf GTI e Jetta GLI.

Primeiras impressões

Com apenas duas voltas para andar no protótipo, algumas coisas saltaram mais à vista. Como os suportes laterais dos bancos, pois eles seguram bem mais o corpo nas curvas. A direção também pareceu bem mais direta na hora de mudar de direção.

Lembro de ter andado no lançamento tanto do Polo quanto do Virtus. Nessas ocasiões percebi que a dupla tinha adotado uma postura dinâmica mais confortável. Nada molenga, mas diferente dos modelos VW mais firmes com os quais estava acostumado.

No Polo GTS posso dizer com todas palavras que ele parece um VW como lembrava dos VW. Firme e bom de curva. Na pista, ótimo. Bem menos rolamento de carroceria nas trocas de direção, mesmo o carro aparentando não parecer mais baixo que as versões convencionais.

O sintetizador de ronco convence, mas, mesmo sem ele, o ronco do 1.4 é bem mais agradável que o do 1.0 turbo de três cilindros. Evoca esportividade mesmo. As trocas me pareceram mais rápidas e perceptíveis no modo Sport, focando no desempenho. O motor, esse sim, deixa um sorriso no rosto. Não hesita, apenas acelera e o Polo GTS diverte como um esportivo do passado.

Vale destacar que o carro em que andei era a unidade que a engenharia usa para testar componentes. Estava com mais 32 mil km no odômetro e, mesmo assim, não mostrava ruídos de acabamento ou sinais de cansaço. Mas, de novo: na pista, muito legal. Falta saber na vida real e qual será o preço. Mas isso ficará para o ano que vem.

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