Venda de motos 0km cai para patamares de 2006

Com 659.461 unidades vendidas no atacado durante o 1º semestre, indústria de motos tem pior período desde 2006

08/07/2015 - Thiago Moreno / Foto: Divulgação / Fonte: iCarros

As marcas associadas à Abraciclo (associação dos fabricantes de motocicletas, bicicletas e similares) registraram no primeiro semestre 2015 a venda de 659.063 motos 0km no atacado, ou seja, para suas concessionárias. O número é 8% inferior ao registrado em igual período de 2014, quando 716.730 unidades foram comercializadas nessa modalidade. Segundo a entidade, é o pior primeiro semestre para motocicletas desde 2006, quando cerca de 590 mil unidades foram vendidas.

Na comparação entre junho de 2015 (101.025) com maio de 2015 (110.026) houve queda de 8,2%. Mas foi registrado um aumento de 25,9% em relação a junho de 2014 (80.216). Segundo Marcos Fermaniam, presidente da Abraciclo, “todos o números referentes a junho de 2014 foram influenciados pela parada antecipada das fábricas por causa do início da Copa do Mundo. Então o comparativo direto fica inviável para as vendas no atacado”.

Os emplacamentos no período totalizaram 641.700 motos, em retração de 10,6% na comparação com o primeiro semestre de 2014, que registrou 717.618 unidades licenciadas. Comparando junho de 2015 (101.102) com junho de 2014 (103.867) a queda foi de 2,7%.

A produção de motocicletas seguiu a mesma tendência e caiu 9,5% na comparação dos números registrados no primeiro semestre de 2015 com o mesmo período de 2014. Respectivamente foram fabricadas 699.461 e 772.943 motos. Junho de 2015 analisado isoladamente teve 116.933 unidades fabricadas em 2015 contra 77.788 unidades em 2014. A alta, de 50,3%, foi mais uma vez influenciada pela Copa do Mundo no ano passado. Comparando o mês passado com maio (119.280), a queda foi de 2%.

Scooters sobem, segmento premium cai

O segmento de scooters foi o único a apresentar alta na comparação entre os primeiros semestres de 2015 e 2014. O crescimento, impulsionado por lançamentos mais acessíveis na categoria como o Honda PCX 150 e o Dafra Cityclass 200i, foi de 15,8%. Nos primeiros seis meses do ano passado foram comercializados 17.661 scooters, contra 20.448 em 2015.

O segmento premium (motocicletas com cilindrada superior a 450 cm³), que costumava ter um comportamento mais positivo apesar da crise, teve retração no comparativo dos períodos de 4,9%. No primeiro semestre de 2014 foram vendidas 27.562 motos dessa categoria contra 26.222 unidades em igual período de 2015.
 

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