HR-V Touring: quanto vale sua lealdade de marca? | Avaliação

SUV topo de linha da Honda faz jus ao adjetivo e cobra bem alto por isso. Mas quem gosta de Honda liga para o preço?

27/08/2019 - Thiago Moreno / Fotos: Thiago Moreno e Divulgação / Fonte: iCarros

O Honda HR-V Touring é provavelmente o melhor HR-V que a marca oferece. Mas com certeza é o mais caro. São R$ 139.900 cobrados pela marca pelo modelo. Caro? Objetivamente sim, aproximando-se de modelos como o VW Tiguan e o Jeep Compass. Mas, como muitos correram para dizer nas redes sociais do iCarros: “Honda é Honda”. Então será que o valor cobrado é o suficiente, ou ultrapassa até mesmo o desejo de quem sonha apenas com um carro da Honda?

Onde ele é diferente de um HR-V normal?

Basicamente a lista de equipamentos e motorização. Ele vem equipado com partida por botão, antena tubarão, faróis full-LED, saída dupla de escape e câmera no retrovisor direito com imagens reproduzidas na central multimídia ao acionar a seta.

Há ainda teto solar panorâmico e costuras duplas nas portas. Como exclusividade da versão Touring, o acabamento interno pode ser em couro creme, mas apenas quando a cor da carroceria for Branco Estelar, Cinza Barium e Azul Cósmico. As demais tonalidades trazem interior com acabamento preto.

Os itens em comum com a versão EXL, uma imediatamente abaixo da Touring, são a tela multimídia de 7” com conectividade via Android Auto e Apple Car Play, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, câmera de ré, trio elétrico, ar-condicionado automático e direção com assistência elétrica. As rodas são de liga-leve com 17” de diâmetro em todas as configurações.

Visualmente, o HR-V Touring pode ser identificado pela grade com detalhes em preto brilhante, os faróis de LED, teto-solar e pela saída dupla de escape na traseira, único detalhe que mostra a motorização exclusiva da versão topo de linha.

O que tem sob o capô?

Talvez a maior diferença da Touring para as demais versões seja a motorização. Sai o 1.8 aspirado flex e entra um 1.5 turbinado a gasolina (o mesmo do Civic Touring) capaz de entregar 173 cv de potência e 22,4 kgfm de torque. Por conta disso que que essa versão é a única a ter dupla saída de escape.

A única opção de câmbio é automático de relações continuamente variáveis (CVT), compartilhada com o restante da linha. Mas o HR-V Touring possui borboletas atrás do volante para simular até sete velocidades no modo manual. Ele também possui calibração específica para atender ao motor com maiores potência e torque.

Segundo a Honda, a calibração da suspensão do HR-V Touring também é exclusiva dessa versão e pensada para dar segurança ao modelo com o acréscimo de performance. O conjunto, no entanto, segue formado por conjuntos McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira. O Honda HR-V é um dos poucos SUVs compactos a oferecer freios a disco nas quatro rodas.

Nas medidas, o HR-V Touring tem 4,33 m de comprimento, 1,77 m de largura, 1,65 m de altura e 2,61 m de entre-eixos. O porta-malas é capaz de abrigar até 393 litros de bagagens e o carro é equipado em todas as versões com encostos traseiros rebatíveis e bipartidos, além do assento que pode ser erguido para levar itens altos na segunda fileira.

Como anda?

Como disse logo de início, o Honda HR-V na versão Touring é a melhor configuração do modelo oferecida atualmente no Brasil. Digo isso pelo bom nível de equipamentos de série e pela performance superior do motor turbinado.

Além de andar mais, bebe menos. O consumo declarado para o modelo é de 11,8 km/l em ciclo urbano e de 14,4 km/l em uso rodoviário. Só que a melhor característica não é nenhuma dessas duas. Com mais torque, o câmbio CVT evita as acelerações em altas rotações por prolongados períodos de tempo, o que causa aquele ruído incômodo de motor nas versões aspiradas durante acelerações e retomadas.

E isso vem só a acrescentar ao que já é um SUV compacto bem pensado, com ótimo espaço interno, conforto, acabamento esmerado e muita flexibilidade na cabine para atender as mais diversas necessidades das famílias.

Só que também traz alguns dos reveses, como os materiais plásticos que são bonitos de ver e nem tão bons de tocar na cabine. Além disso falta ao HR-V um visual mais charmoso como o Jeep Renegade e a dirigibilidade mais prazerosa de um Volkswagen T-Cross 1.4, por exemplo.

Não que o HR-V seja feio e inseguro nas curvas, pelo contrário. Tem linhas harmônicas e simples, mas que não chamam mais tanta atenção quanto em seu lançamento. Atrás do volante, transmite segurança e facilidade no uso urbano, mas não consigo dizer que dá emoção estar atrás do volante de um Honda HR-V, mesmo na versão turbinada.

E tudo bem, a maioria do público não está atrás de performance e beleza, quer apenas um carro bom, prático e que não vá doer no bolso com a depreciação na hora de revendê-lo. E isso a Honda faz muito bem, pois quem entra na marca dificilmente quer sair.

Conto sempre o caso de uma tia que perguntou se o Honda WR-V valia a pena. Argumentei que se ela estava satisfeita com o carro atual (o segundo Fit seguido), o WR-V não valia o investimento extra. E o que ela fez com essa informação? Comprou o WR-V.

Então podemos dizer objetivamente que a Honda está cobrando caro pelo HR-V Touring, mas para a legião de fãs da marca que sabem que, além de um ótimo carro, permanecerão tendo boas experiências de pós-venda e revenda no futuro, a versão mais cara do SUV é o último degrau a ser atingido. Isso tem um preço, e a Honda sabe disso.
 

 

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