VW Jetta GLI: honrado substituto do Highline | Impressões

Antes, o Jetta 2.0 TSI vivia sobre a pele do discreto Highline, agora veste o esportivo GLI

06/06/2019 - João Brigato / Fotos: Divulgação / Fonte: iCarros

Faz pouco mais de 30 anos que o primeiro Volkswagen Jetta GLI foi lançado. Nos EUA, ele é até mais famoso que o Golf GTI, que só chegou lá anos depois. Em outros países da América, ele sempre figurou como o Jetta topo de linha. Já no Brasil, ávido por sedãs médios sem graça, a marca apostou no discreto Highline.

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Na mudança de geração, como as versões 1.4 TSI assumiram uma postura mais próxima ao do Toyota Corolla, fazia ainda mais falta um Jetta que honrasse o espírito do antigo 2.0 TSI, conhecido pela farta potência e esportividade. Não mais. Por R$ 144.990, o Volkswagen Jetta GLI chega para suprir essa lacuna.

Superlativos

A Volkswagen diz que esse é o melhor Jetta de todos os tempos. De fato, é o mais esportivo já vendido por aqui. Diferentemente do antigo Highline, o novo GLI traz no visual um de seus apelos esportivos. Tem grade preta, para-choques invocados, detalhes vermelhos, rodas grandes e faróis diferenciados.

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Toda essa maquiagem foge do perfil discreto do sedã médio da Volkswagen. Agora fica claro que você pagou pelo Jetta mais caro e que anda mais, especialmente se optar pela belíssima cor Cinza Puro herdada dos Audi.

Por dentro, ele traz o bom acabamento do Jetta, com superfícies emborrachadas, bancos confortáveis revestidos de couro perfurado (aqui ganham regulagem elétrica, aquecimento e ventilação), costuras vermelhas e outros apetrechos. Painel de instrumentos digital é de série, assim como a boa e grande central multimídia e o sistema de som Beats.

Anda mais que o GTI?

Nos números, o Jetta GLI é 0,2 segundos mais rápido que o Golf GTI na aceleração de 0 a 100 km/h. Na prática, a sensação é que o GTI é mais violento, apesar de compartilharem o motor 2.0 TSI de 230 CV e 35,7 kgfm de torque. O Jetta ainda preserva sua aura de sedã médio, sendo levemente mais contido nas reações.

No entanto, ele é mais arisco e focado que o antigo Highline. Grande parte disso, está no motor mais potente, suspensão mais rígida e freios maiores. Nas curvas, graças ao diferencial com distribuição eletrônica, o Jetta GLI agarra no asfalto com força. Ao menor sinal de saída de frente, uma cutucada no acelerador coloca o sedã de volta aos trilhos. A direção ficou mais pesada pesada e direta, graças ao uso do sistema progressivo.

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A transmissão DSG de dupla embreagem com seis marchas é mais ágil e rápida que a Tiptronic dos 1.4 TSI. As trocas são sentidas com o pé em baixo, especialmente nas primeiras: o que adiciona um toque de diversão na equação. Sua terceira é longa e, em aceleração total, o DSG troc de marcha somente na faixa vermelha, independentemente do modo selecionado.

Por falar nele, o novo Jetta GLI traz os modos Eco, Normal e Sport, além do Individual configurável. Em Eco, ele fica silencioso, manso e evita reduzir marchas e acelerar. Já no Sport, o Jetta assume um perfil mais insano, segurando as marchas no tempo todo para trabalhar o motor em sua força máxima.

Basta um leve pé no acelerador para que ele te jogue contra o banco sem pedir licença. O ruim nesse modo, é o som do motor amplificado na cabine: evidentemente falso, não permite a apreciação do ronco natural do 2.0 TSI. Segundo a Volkswagen, o consumo é de 9,9 km/l na cidade e 12,5 km/l na estrada. Bons números para um carro 2.0 turbo de quatro cilindros com 230 CV e 35,7 kgfm de toque com 4,70 m de comprimento.

Mais por mais mesmo

Por ser a versão topo de linha do Jetta, o GLI vem equipado com todos os itens disponíveis no modelo e um pouco mais. Estão lá equipamentos como painel de instrumentos digital, piloto automático adaptativo, frenagem autônoma de emergência, assistente de tráfego cruzado, ar digital de duas zonas, direção progressiva, controle de tração e estabilidade, entre outros.

Por R$ 144.990, o único opcional é o teto solar panorâmico de R$ 4.990. Haverá duas cores sólidas, três metálicas e uma perolizada, sendo cada uma com preço diferente ainda não divulgado.

Conclusão

Para quem sentia saudades do Jetta Highline ou de um pouco mais de pimenta e esportividade nos Jetta 250 TSI, Comfortline e R-Line, o GLI é um prato cheio. Um carro gostoso de dirigir, espaçoso, com bons itens e chamativo.

O Golf GTI é um carro mais prazeroso e arisco ao volante. Comparativamente ao Jetta GLI, o hatch é R$ 6.540 mais caro, menor e traz como opcionais itens que o sedã já tem de série. No fim das contas, apesar de ser um carro puramente emocional, o Jetta GLI é surpreendente mais racional que o Golf GTI, mas um pouco menos divertido.

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