18/02/2020 - João Brigato / Fotos: Divulgação / Fonte: iCarros
No Brasil e no mundo, alguns carros são produzidos por décadas a fio e em dezenas de gerações. Honda Civic e Toyota Corolla são belos exemplos disso, já que passaram dos 50 anos de idade e suas gerações já são contadas na casa das dezenas. Por outro lado, existem modelos que não têm a mesma sorte, passando anos e anos na mesma geração ou aposentados de maneira precoce.
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Com isso em mente, reunimos dez carros vendidos no Brasil que não ganharam uma segunda geração. Alguns dos exemplos citados passaram por diversas reestilizações e nem se assemelham com sua feição no lançamento, enquanto outros praticamente nasceram e morreram da mesma maneira. O critério de participação era de carros que já deixaram de ser fabricados ou que deixarão de ser feitos em breve e não terão substitutos.
Chevrolet Agile
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Nascido em 2009, o Agile tinha uma missão bastante clara: levantar dinheiro para reerguer a General Motors e financiar o desenvolvimento da plataforma GSV que deu origem a Cobalt, Tracker, Onix, Prisma, Spin e Sonic.
Construído sobre a plataforma do Corsa de 1994, ele substituiu o modelo mais moderno do Corsa lançado em 2002. Apesar de controverso e duramente criticado, ele cumpriu com sua missão e foi aposentado em 2014 no Brasil (durou mais dois anos na Argentina). O Onix tomou seu lugar e do Sonic, que também durou somente uma geração por aqui.
Volkswagen Fox
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Ainda em produção no Brasil, o Volkswagen Fox está com seus dias praticamente contados. A marca admite que o modelo não terá um substituto, sendo seu papel na linha VW cumprido pelo Polo. Nascido em 2003, o Fox foi o primeiro projeto totalmente idealizado pela divisão brasileira, além da família Gol.
Com inspiração nas minivans, o Fox se estabeleceu como intermediário entre Gol e Polo, sendo vendido na Europa como modelo de entrada da marca. Foram feitas duas reestilizações desde seu lançamento, inúmeras mudanças mecânicas e de versões. Hoje ele sobrevive nas variantes Connect e Xtreme.
Fiat Idea
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Produzida no Brasil por 11 anos (entre 2005 e 2016), a Fiat Idea foi a resposta da fabricante italiana à rápida expansão do mercado de minivans. Dividindo componentes e boa parte do interior com a família Palio, a Idea brasileira era substancialmente diferente do modelo europeu.
Por aqui até mesmo tivemos uma pesada reestilização que jamais chegou à Europa, além de versões como a aventureira Adventure e a esportiva Sporting. Até hoje a lacuna de mercado deixada pela Idea não foi preenchida, enquanto na Europa ela foi substituída por dois modelos da família 500: a mininvan 500L e o SUV 500X.
Ford Courier
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Criada para o mercado brasileiro, a Ford Courier substituiu a Pampa, outro modelo que durou apenas uma geração. Longeva, ela foi fabricada initerruptamente entre 1996 e 2013, passando por sua única mudança visual em 2000, quando abandonou a polêmica frente “tristonha”.
A Courier nunca conseguiu fazer sombra às vendas de Fiat Strada e Volkswagen Saveiro, contudo, em seus últimos anos de vida, ganhou fama pela robustez e caçamba grande, sendo muito usada por frotistas e transportadoras. Seu retorno foi especulado diversas vezes, especialmente após o lançamento do EcoSport.
Peugeot Hoggar
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Outra picape genuinamente brasileira que não conseguiu chegar perto de Strada e Saveiro foi a Peugeot Hoggar. Criada a partir do Peugeot 207 (que era um 206 reestilizado), a picape francesa fracassou por conta da cabine apertada e da desconfiança dos compradores de picapes. Uma curiosidade: ela usava as lanternas traseiras do subcompacto europeu 1007 que, honestamente, se deram melhor na picape.
A Hoggar durou apenas de 2010 a 2014 e, desde então, a Peugeot nunca mais teve uma picape em seu portfólio de modelos. Apesar disso, a fabricante anunciou que voltará a ter uma caminhonete, mas apostará nas categoria das médias em uma abordagem global.
Chevrolet Zafira
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Em uma só cartada, a Chevrolet substituiu Meriva e Zafira pela Spin. Apesar de ainda provocar saudosismo nos mais tradicionalistas, a Spin hoje vende substancialmente mais do que as duas minivans aposentadas conseguiam fazer juntas. A Zafira ganhou popularidade entre os taxistas, especialmente pelo porta-malas grande e o prático sistema de rebatimento dos bancos traseiros desenvolvido pela Porsche.
No Brasil ela durou apenas uma geração, produzida entre 2001 e 2012, enquanto na Europa ela ganhou mais duas gerações. Apesar de ainda estar na ativa, em breve a Opel/Vauxhall Zafira será aposentada devido à priorização da família Picasso da Citroën entre as minivans do grupo PSA.
Renault Fluence
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Substituto do Mégane Sedan, o Renault Fluence durou apenas uma geração no Brasil e no mundo. Lá na Europa, a Renault voltou a usar o nome antigo na mudança de geração, enquanto por aqui o modelo será substituído por um SUV cupê, o Arkana.
A produção concentrada na Argentina começou em 2010 e foi encerrada em meados desse ano. É possível ainda comprar um Fluence 0 km, graças aos estoques remanescentes de concessionárias e de lotes ainda vindos da Argentina.
Toyota Fielder
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Apesar de a Toyota ter vendido outras duas gerações da perua Corolla nos anos 1990 e 2000, a Fielder propriamente dita durou apenas uma encarnação. Ela foi a única derivada do Corolla a ser produzida no Brasil além de única a receber um nome próprio, ao invés de Corolla SW.
Ela não foi renovada para uma segunda geração, apesar de ter existido no Japão. Por aqui, a perua foi comercializada entre 2002 e 2008, durante toda a trajetória da nona geração do Corolla (popularmente conhecida como Brad Pitt).
Fiat Punto
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Aposentado no Brasil junto ao Palio e Bravo para dar lugar ao Argo, o Fiat Punto não passou de uma geração. Apresentado na Europa em 2005 como Grande Punto, já em sua terceira geração, o modelo somente chegou ao Brasil em 2007. A primeira mudança visual aconteceu em 2009 por lá, quando ele passou a ser chamado de Punto Evo, mudando novamente em 2012, mesmo ano em que o Brasil recebeu as alterações visuais aposentadas na Europa.
Apesar de já descontinuado nesses dois mercados, o Punto continua a ser fabricado na Índia, onde adotou um estilo bem diferente do que conhecemos. Além disso, por lá ele é comercializado como modelo de entrada da Fiat e tem até uma bizarra versão aventureira com estepe pendurado na traseira e batizada de Avventura.
Mitsubishi Pajero TR4
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Nascido Pajero iO nos anos 1990, o Mitsubishi Pajero TR4 mudou de nome, mas não de geração. A mudança de nomenclatura se deu pelo fato de muitos brasileiros acharem que estava escrito 1.0 na traseira ou pronunciarem “IÓ”.
Independente do modelo japonês, o TR4 brasileiro adotou mudanças visuais em 2002 que deixaram o SUV com estilo mais parrudo. Mas a verdadeira reestilização aconteceu em 2012, quando o menor dos Pajero mudou todos os painéis da carroceria e ganhou os faróis do Aritrek que, visualmente, combinaram mais com o TR4 brasileiro.
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