Lançamento: Fiat Uno 2017

Reestilizado, compacto abandona o motor Fire EVO em prol de uma família mais moderna com um 1.0 tricilíndrico e um 1.3

15/09/2016 - Anamaria Rinaldi, de Betim (MG) / Fotos: Divulgação / Fonte: iCarros

Esperava-se que o compacto Mobi fosse o escolhido para estrear o novo motor 1.0 de três cilindros da Fiat. Mas não foi bem assim. Ele traz ainda o Fire, lançado há 15 anos. Agora, cinco meses depois de apresentar o Mobi, a fabricante enfim lança o propulsor mais moderno. E o eleito para inaugurar a nova família de motores, batizada de Firefly, é o Uno. Na linha 2017, que chega às lojas do País entre o final de sembro e o início de outubro, ele é oferecido com preços entre R$ 41.840 e R$ 53.690.

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Projeto global, essa família é composta por um 1.0 6V de três cilindros e um 1.3 8V de quatro cilindros, ambos aspirados, que equipam pela primeira vez um carro da marca. Sim, a estreia acontece no Brasil. Segundo a empresa, isso se deu pela importância que essa categoria de motor tem no País.

Mas além das alterações mecânicas, aposentando o 1.0 e o 1.4 Fire EVO, o Uno recebeu ainda uma leve reestilização visual agora com nova frente sem os característicos quadrados na grade e para-choque redesenhado. O hatch ganhou também direção elétrica de série em todas as configurações e novos equipamentos, como assistente de partida em rampa e controle de estabilidade e de tração, de fábrica nas opções com câmbio Dualogic. Desde a saída de linha Vivace, o Uno é oferecido apenas com carroceria quatro portas, agora com três versões de acabamento (Attractive, Way e Sporting). A Evolution sai do catálogo.

Como são os novos motores

O motor 1.3 8V rende 109 cv de potência com etanol e 101 com gasolina. Já os dados de torque são 14,2 kgfm e 13,7 kfgm, respectivamente. Já o 1.0 6V tricilíndrico entrega 77 cv com etanol e 72 cv com gasolina, com torque máximo de 10,9 kgfm e 10,4 kfgm na mesma ordem. “Temos o maior torque da categoria entre os motores quatro cilindros do Brasil, além de maior torque entre os 1.0 aspirados”, destaca Aldo Marangoni, diretor de engenharia Powertrain da Fiat. O câmbio pode ser manual ou automatizado Dualogic, ambos de cinco marchas. No Dualogic, seguem os comandos por botões no lugar da alavanca introduzidos desde a linha 2015. 

A Fiat afirma que a escolha por duas válvulas por cilindro foi feita pensando na eficiência, com mínima perda de energia por atrito. Isso resulta em melhor desempenho e menor consumo. E para garantir que a eficiência seja atingida, o desenvolvimento dos motores focou em oferecer boa performance em baixas e médias rotações, de modo que o motorista não precise acelerar tanto. Contribuem nesse sentido a tecnologia Start/Stop – presente em todas as versões 1.3 -, o indicador de trocas de marcha no painel e os pneus com baixa resistência ao rolamento. E diferente do Fire anterior, há partida a frio sem o tanquinho auxiliar de gasolina. 

Segundo a empresa, o motor 1.0 faz 9,2 km/l na cidade e 10,4 km/l na estrada com etanol - os dados do 1.0 antecessor eram 8 km/l e 9,4 km/l, respectivamente. Já o 1.3 tem consumo anunciada de 9,1 km/l na cidade e 10,1 km/l na estrada com etanol - o 1.4 anterior fazia 8,8 km/l e 10,1 km/l na mesma ordem na versão Evolution já equipada com o Start/Stop. "Houve uma melhoria de 14,4% na versão 1.0 e de 16,7% na 1.3", afirma Claudio Demaria, diretor de engenharia de produto da Fiat.

As dimensões do Uno seguem iguais, com 3,82 m de comprimento, 1,63 m de largura, 1,48 m de altura e 2,37 m de entre-eixos. O porta-malas também manteve a capacidade de 290 litros. Já o peso aumentou: entre 1.010 kg (Attractive) e 1.055 kg (Sporting Dualogic) frente aos 955 kg e 1.023 kg do modelo anterior nas mesmas versões. A Fiat diz que a nova família de motores está 7 kg mais leve.

Impressões ao dirigir

O iCarros teve a oportunidade de dirigir o novo Uno pelas ruas de Belo Horizonte nas versões Way 1.0 e Sporting 1.3, ambas com câmbio manual. E a primeira impressão foi muito boa. O propulsor tricilíndrico deu mais ânimo ao modelo 1.0, com melhores respostas especialmente em baixas rotações - lembrando que são 77 cv e 10,9 kgfm com etanol frente aos 75 cv e 9,9 kgfm do 1.0 de quatro cilindros anterior. A sensação é de que ele arranca com mais agilidade, contudo, diante dos demais rivais de três cilindros (VW up!, Hyundai HB20 e Ford Ka, por exemplo), parece que o Uno fica para trás. 

O 1.3 também casou bem com o modelo, oferecendo desempenho bastante satisfatório. A transmissão é direta, mas os engates poderiam ser mais precisos. A suspensão manteve o acerto focado no conforto, filtrando o piso, mas permitindo que a carroceria incline em curvas. O maior ganho, porém, está na direção elétrica, muito mais precisa que a hidráulica anterior. Além disso, ela conta com o modo City, que altera a rigidez do volante perceptivelmente, deixando mais dura para velocidades maiores e mais leve na cidade e em manobras.

O visual, é verdade, deixou o Uno mais parecido com o Mobi. Ainda assim, o resultado pareceu agradar nas ruas, ao menos para aqueles que notaram a diferença. O interior segue o mesmo padrão de acabamento, sem muitos mimos, mas com diferentes texturas para criar um ambiente mais agradável. Outra mudança é que houve alteração nos grafismos do quadro de instrumentos, mantendo a tela digital ao centro. 

Equipamentos de série

Attractive 1.0: direção elétrica, ar-condicionado, computador de bordo, travas e vidros dianteiros elétricos, volante com regulagem de altura, faróis de neblina, indicador de trocas de marcha, predisposição para rádio e rodas de aço de 14 polegadas

Way 1.0: diferenças faróis escurecidos, frisos laterais, lanternas traseiras fumê e retrovisores externos na cor do veículo com luzes de seta integradas. 

Way 1.3: acrescenta sistema Start/Stop, barras longitudinais no teto, chave canivete e rádio com USB e MP3. 

Way 1.3 Dualogic: acrescenta à Way 1.3 assistente de partida em rampa, controle de estabilidade e de tração e borboletas atrás do volante.

Sporting 1.3: acrescenta à Way 1.3  detalhes internos e externos em vermelho, faixas laterais, grade dianteira em preto brilhante, ponteira de escapamento dupla cromada, rodas de liga leve de 15 polegadas e spoiler traseiro.

Sporting 1.3 Dualogic: acrescenta à Sporting 1.3 assistente de partida em rampa, controle de estabilidade e de tração e borboletas atrás do volante.

Veja abaixo os preços do Fiat Uno 2017:

Attractive 1.0: R$ 41.840 (era R$ 39.850)
Way 1.0: R$ 42.970 (era R$ 40.970)
Way 1.3: R$ 47.640 (era R$ 44.170)
Way 1.3 Dualogic: R$ 51.990 (era R$ 47.991)
Sporting 1.3: R$ 49.340 (era R$ 45.830)
Sporting 1.3 Dualogic: R$ 53.690 (era R$ 49.651)

Vai vender? - Primeiro, vale destacar que a Fiat não fala nesse momento em equipar o Mobi com o novo 1.0 tricilíndrico. Isso deve ficar para o próximo ano. Sendo assim, a empresa insiste que o Uno não brigará com o compacto em função de preço, tamanho e equipamentos, além agora dos motores mais modernos e econômicos. "Esperamos uma boa receptividade dos consumidores diante desses novos motores", aponta Carlos Eugênio Dutra, diretor de planejamento e estratégia de produto da Fiat.

A expectativa é que a linha 2017 proporcione um crescimento de pouco mais de 5% nas vendas do Uno, indo das atuais 2.800 unidades mensais para cerca de 3.000 unidades por mês. As opções 1.0 seguirão representando a maior porcentagem da gama, com 45% para a Attractive e 34% para a Way. A Way 1.3 deve ficar com 10% das vendas, a Way 1.3 Dualogic com 5% e a Sporting com 3% com cada tipo de transmissão.

Viagem a convite da Fiat

 

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