Discovery Sport e SW4 brigam com turbodiesel

Toyota e Land Rover disputam espaço na garagem de quem deseja um modelo espaçoso e com autonomia para ganhar a estrada

01/04/2016 - Anelisa Lopes / Fotos: iCarros / Fonte: iCarros

Autonomia e espaço de sobra são as principais qualidades do Toyota SW4 e do Land Rover Discovery Sport equipados com motor turbodiesel para quem elege estes modelos para transportar a família. De um lado, a Toyota se baseia no tradicionalismo. Do outro, a Land Rover aposta em modernidade. Os dois modelos custam na faixa dos R$ 230 mil, mas são opções bem diferentes. Veja o eleito do iCarros!

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SW4 não nega DNA Toyota

Lançada em 2005 no mercado brasileiro, a SW4 fabricada na Argentina tem acompanhado as mudanças da Hilux, mas, na linha 2016, incorporou mudanças para se desvincular da picape e ganhar vida própria. O utilitário chegou redesenhado ao mercado brasileiro em fevereiro deste ano, sendo que a versão a diesel SRX compreende duas configurações: com cinco e sete asentos. Os valores sugeridos são R$ 220 mil e R$ 225 mil, respectivamente. 

Apesar da bem-vinda atualização visual, que deixou o modelo mais ousado e agressivo, a principal mudança vem embaixo do capô. O antigo 3.0 turbodiesel deu lugar a um novo 2.8 turbodiesel, que oferece mais potência e torque, chegando aos 177 cv e 45,9 kgfm de torque. A transmissão automática também foi renovada, passando de cinco para seis velocidades. 

Para falar da performance do motor, é preciso considerar o peso de 2.130 quilos do SW4. Some a ele mais sete passageiros. O desempenho do conjunto mecânico não deixa a desejar, mas ainda não parece suficiente para carregar tanto. O torque poderia ser atingido antes das 2.400 rotações - além disso, demora para retomar velocidade. O uso das borboletas atrás do volante facilita a condução quando é necessário mais agilidade. No que diz respeito ao consumo, de acordo com a Toyota, fica em 9 km/l na cidade e 10,5 km/l, bastante respeitável para um veículo deste porte. A tração 4x4 ou reduzida podem ser selecionadas eletronicamente. 

No que diz respeito às dimensões, o SW4 está maior. São 4,79 m de comprimento e 1,85 m de largura, com entre-eixos de 2,74 m. Apesar de ter encolhido na altura (1,83 m), ainda é preciso usar a alça interna para facilitar a "subida" no carro. Apesar de ele impressionar pelo tamanho, não é difícil manobrá-lo, até porque, o SW4 não é um veículo tão largo. 

A terceira fileira de bancos do SW4 é indicado só para crianças. Não que isso desabone o modelo, mas a principal dificuldade em relação a estes bancos extras está na disposição como são recolhidos: ficam acima do assoalho, ocupando espaço no porta-malas, ou pendurados nas laterais por meio de um ganho, o que gera ruído na cabine - a solução é ultrapassada. Ao menos a porta do bagageiro possui acionamento elétrico para facilitar. 

Falando em acabamento, o interior está mais sofisticado, com destaque para o revestimento de couro no console e alguns detalhes que imitam alumínio. Pênalti para a parte de cima do painel, em que saída de ar e relógio digital remetem a algumas décadas atrás (não, Toyota, isso nunca terá uma pegada vintage). De série, o utilitário traz rodas de liga leve de 18 polegadas, retrovisor externo com rebatimento elétrico, banco do motorista com regulagem elétrica, sistema multimídia com GPS e televisão digital, câmera de ré, assistente de subida e descida e piloto automático. 

Discovery Sport ocupa espaço do Freelander

O lugar do menor utilitário na linha da marca de origem inglesa está sendo ocupado pelo Discovery Sport desde abril de 2015. O modelo, que será produzido no Brasil a partir deste ano, possui três configurações a diesel, também com opção de cinco e sete lugares. A opção avaliada pelo iCarros é a HSE, mas, pelo valor, será considerada neste comparativo a turbodiesel SE, que vale R$ 238.396 com sete assentos. 

O Discovery mede 4,59 m de comprimento e 1,72 m de altura. Considere a largura de 2,06 m como principal dificuldade para manobrar o Discovery Sport, já que, em comprimento e altura, ele passa a sensação de ser menor do que sua robustez transmite. A direção elétrica facilita bastante neste sentido, mas, com frequência é preciso usar o rebatimento elétrico do veículo para estacioná-lo. 

Com 1.863 quilos, o turbodiesel de 2,2 litros do Discovery Sport é mais forte que o da SW4, característica do downsizing (blocos menores, mas mais eficientes) aplicado pelas montadoras. São 190 cv e 42,8 kgfm de torque, que chega a baixos 1.750 giros. O Discovery Sport demora um pouco a embalar, mas tem agilidade nas saídas e retomadas. A transmissão automática de nove velocidades influencia diretamente numa condução mais leve, lembrando que a última marcha atua como overdrive. 

A performance off road é otimizada pelo programa de condução fora de estrada Terrain Response. Por meio de um gerenciamento eletrônico, todas as configurações do veículo (direção, aceleração, tração, entre outros) se adequam ao tipo de terreno trafegado. Não há grandes tarefas para o motorista neste caso, a não ser que ele esteja no modo manual, em que as mudanças de marcha são totalmente decididas pelo condutor. 

A cabine do Discovery Sport é moderna, sendo que a terceira fileira, quando não utilizada, fica acomodada embaixo do assoalho. Considerando a versão de entrada SE, são de fábrica sete airbags, freio eletrônico de estacionamento, rodas de 18 polegadas, sistema start stop do motor, sensor de chuva e câmera de ré, além das tecnologias eletrônicas de condução, como o Terrain Response. 

Escolha de Anelisa Lopes - SW4 e Discovery Sport possuem perfis diferentes no visual, mas, em sua essência, os dois modelos cumprem seu papel de ser um carro confortável e com boa autonomia para viagens, já que oferecem a possibilidade de serem usados com sete assentos e têm um bagageiro generoso quando a terceira fileira não está em uso.

O Toyota e o Land Rover, no entanto, possuem características mecânicas bem diferentes, que dão a vitória ao Discovery Sport, mesmo sendo perto de R$ 14 mil mais caro que o rival. A começar pelo desempenho do motor na estrada e da oferta de uma condução off road mais moderna, o Discovery Sport também é menos suscetível à oscilação da carroceria (os dois modelos possuem suspensão independente na traseira), já que é mais largo e baixo que o SW4.

Além disso, a forma como os assentos são guardados no porta-malas não otimiza o uso do bagageiro do Toyota (por isso, os 590 litros do SW4 são comprometidos - o Discovery Sport conta com 190 litros com os sete assentos). A impressão que se tem é que, mesmo com a atualização da SW4 para que o modelo modelo se desvincule da picape Hilux, ainda não é possível sentir a leveza da dirigibilidade oferecida por um veículo de passeio. 

 

 

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