Renault Sandero 1.6 melhorou, mas ainda pode ir além

Hatch agora traz motor da nova família SCe oferecendo mais economia de combustível. Veja onde ele é melhor que os rivais

20/04/2017 - Anamaria Rinaldi / Fotos: Thiago Moreno / Fonte: iCarros

Você está pensando em comprar um hatch, mas não quer um modelo 1.0? Com motorização maior você encontra o Chevrolet Onix (o 1.4 parte de R$ 50.790), o Fiat Uno (o 1.3 Way parte de R$ 49.320), o Ford Ka (1.5 parte de R$ 48.090), o VW Gol (1.6 parte de R$ 44.150), o Toyota Etios (1.3 parte de R$ 46.090) e o mais caro, o Hyundai HB20 (1.6 parte de R$ 52.380). E você tem o Renault Sandero, que parte de R$ 50.600 com motor 1.6. Mas o que ele tem a mais que os rivais?

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O Sandero vai bem nas vendas, ocupando atualmente o quarto lugar entre os automóveis mais vendidos no País. Em março, ele superou o Gol. Vale lembrar que o hatch ganhou uma nova família de motores recentemente, batizada de SCe. Com isso, o 1.6 8V de 106 cv e 15,5 kgfm de torque com etanol deu lugar a um 16V que entrega 118 cv e 16 kgfm com o mesmo combustível. Não foi muito, mas foi o suficiente para que o desempenho fosse de nota 6 para 8.

Motorização e desempenho

O novo 1.6 16V peca por adotar comando de válvulas variável apenas na admissão, além de ainda contar com o tanquinho auxiliar de partida a frio (que poucas pessoas se lembram de abastecer até precisar dele). Com esse propulsor, o câmbio pode ser manual ou automatizado Easy'R, ambos de cinco velocidades. O modelo testado pelo iCarros foi o manual.

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O maior problema do Sandero manual é a embreagem, que é bastante dura. Isso causa um desgaste muito grande no anda e para do trânsito. Depois de uma hora e meia sem passar da terceira marcha, a perna esquerda parecia ter saído de uma academia. Nada que um pouco mais de atenção numa próxima atualização do modelo não resolva. Com essa dureza excessiva, às vezes é difícil achar o ponto certo e você tem duas opções: arrancar com o carro engasgando por acelerar menos do que deveria ou sair mais rápido do que planejou por acelerar demais. 

O motor 1.6, por outro lado, responde bem e deixa o hatch "espertinho". Na estrada, não é preciso reduzir muitas marchas para retomar a velocidade. O engate da alavanca de câmbio não é muito preciso, mas não chega a atrapalhar a condução. A direção, contudo, é eletro-hidráulica, exigindo força nos braços na hora de manobrar. 

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A suspensão me pareceu bem acertada e filtrou muito bem o piso mesmo em ruas esburacadas ou com o asfalto remendado. O consumo também foi ponto positivo, fazendo média de 5,2 km/l na cidade com etanol (vamos lembrar que eu não passei da terceira marcha, rodando com trânsito pesado e o ar-condicionado ligado). Segundo o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) do Inmetro, ele roda 8,6 km/l em uso urbano e 9,2 km/l em uso rodoviário com o mesmo combustível vegetal. E ele ainda conta com Start/Stop, indicador de troca de marcha no painel e gráficos que ajudam a conduzir de modo mais econômico. 

Equipamentos de série

O Sandero Expression, a primeira versão com motor 1.6 no catálogo do hatch, vem com rodas aro 15" com calotas, alarme, rádio com USB e Bluetooth, direção eletro-hidráulica, comandos de áudio atrás do volante, ar-condicionado, vidros dianteiros e travas elétricas, computador de bordo e Start/Stop. 

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O modelo das fotos está equipado ainda com opcionais como sensor de estacionamento e central multimídia com tela se 7" sensível ao toque, GPS integrado e gráficos de consumo.

Acabamento e espaço interno

Acabamento e ergonomia não são o forte da Renault. No Sandero, há excesso de plásticos e sem mescla de materiais ou texturas para "quebrar" um pouco a rigidez da cabine. Também não é difícil encontrar parafusos aparentes de você olhar com atenção. O destaque fica para o revestimento dos bancos em azul. Falando então da ergonomia, temos os botões para ligar e desligar o Start/Stop e o piloto automático à esquerda, atrás do volante. Atrás do volante também está a já conhecida alavanca com os comandos de áudio. 

Compare o Sandero com seus rivais

Agora quanto o assunto é espaço interno, o Sandero dá um banho em muitos rivais. Não dá nem para comparar com o Uno, que é menor, e mesmo hatches com tamanho mais próximo - como Gol, Onix e HB20 - não chegam aos parâmetros de espaço para as pernas de quem viaja no banco traseiro do modelo da Renault. São 2,59 m de distância entre-eixos contra, por exemplo, 2,52 m do Onix, 2,46 m do Gol e 2,50 m do HB20. Além disso, o Sandero leva 320 litros no porta-malas, um dos maiores da categoria - 300 l no HB20, 285 l no Gol e 280 l no Onix. 

Resumo

No final, o Sandero é uma escolha racional. Ele tem desempenho satisfatório, não consome muito, é bastante espaçoso dentro da cabine e tem um amplo porta-malas e oferece uma lista de equipamentos compatível com o preço de cobra diante dos rivais no segmento. Se tivesse o câmbio manual do Gol, seria um carro perfeito. 

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No pós-venda, a Renault oferece garantia de três anos e revisões com preço fechado. A primeira revisão periódica custa R$ 259 (10 mil km), a segunda custa R$ 559 (20 mil km) e a terceira sai por R$ 489 (30 mil km). Até os 60 mil km você terá desembolsado R$ 3.196, sendo que a revisão mais cara nesse período é a de 40 mil km que cobra R$ 714.

 

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