06/12/2019 - João Brigato / Foto: Divulgação / Fonte: iCarros
Versões esportivas são criadas com um único objetivo: diversão. Algumas marcas levam isso muito à sério, criando divisões inteiras dedicadas a isso, espalhando o tempero esportivo em praticamente todos os seus carros, cada qual com sua dose de picância diferente.
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Para provar que a AMG faz esportivos divertidos desde o Classe A até o AMG GT, a Mercedes-Benz colocou no autódromo da Fazenda Capuava cinco modelos com temperamentos completamente diferentes. Em comum a sigla AMG e a habilidade de colocar sorrisos no rosto.
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A 35 AMG – o mais divertido
Já ouviu falar que nos menores frascos estão os melhores perfumes? Pois no caso do A 35 AMG essa máxima é bastante válida. Ele é o menos potente dos cinco carros presentes, e também o mais barato. São R$ 285.900 cobrados pelo 2.0 quatro cilindros turbo de 306 cv e 40,7 kgfm de torque.
Ele também é o único dos Mercedes presente que nasceu de uma plataforma de tração dianteira – apesar de o A 35 trazer tração integral 4MATIC capaz de enviar até 50% da força para as rodas traseiras.
Na pista, o Mercedes-AMG A 35 entrega um comportamento imediatista, mas bastante na mão. A traseira gosta de escapar em curvas, mas por conta do entre-eixos curto e do comprimento relativamente reduzido, ele tem agilidade ímpar.
Um dos pontos que ele mais merece elogios fica por conta do trabalho que a AMG fez no sistema de escape e no motor. Nunca um quatro cilindros roncou tão bonito quanto nos modelos preparados pela marca: um mérito anteriormente obtido pelo A 45 AMG que se estendeu ao irmão mais novo.
C 43 AMG Coupé – o equilibrado
Para os que querem um bom compromisso entre diversão e precisão na pista, o C 43 AMG é a pedida. Equipado com motor V6 3.0 biturbo de 390 cv e 53 kgfm de torque. A tração é integral 4MATIC como no Classe A, mas a diferença é que o Classe C é naturalmente tração traseira.
Na pista, ele se mantém bastante neutro, com traseira controlada a qual evita ao máximo escapar. O ronco do motor invade a cabine pedindo licença, sendo bastante encorpado e grosso. A tocada com o C 43 AMG é a mais limpa e equilibrada dos cinco AMG presentes.
GT 63 S 4 Door – o puro sangue
O AMG GT de quatro portas é o rei dos exageros. Primeiro começa pelo fato de ele ser enorme: 5,05 m de comprimento, ou seja, 35 cm mais longo que um Toyota SW4 que já é considerado um carro grande. O peso também é colossal com seus 2.045 kg.
É dele o motor mais potente, graças aos 639 cv do V8 4.0 biturbo. O torque de 91,8 kgfm é capaz de dobrar o asfalto com a mesma violência que faz o corpo do motorista grudar no banco. Ele é forte e rápido, deixando a traseira escorregar ao menor sinal de força excessiva no acelerador durante a curva.
Por conta do peso extra, ele requer mais cuidado e destreza na hora de voltar de uma curva em alta velocidade. Ainda assim, transmite segurança e sensação de controle, mesmo com um capô quilométrico à frente e um console tão largo que caberia uma pessoa sentada nele. Um exagero de carro que é também um exagero de diversão.
E 43 AMG – o executivo de tênis
Fazendo a ponte entre a sobriedade do Classe E e a insanidade do E 63, o E 43 AMG é como um executivo elegante que sai na rua de terno e gravata, mas veste o melhor tênis de corrida que pode ser comprado em uma loja. Ele é grande, pesado (1.840 kg), mas também é rápido.
Nas curvas se comporta com mais agilidade que o irmão GT 63 S, ao passo que ainda tem traseira alegre que gosta de deslizar nas curvas. O E 43 AMG consegue ainda ser do tipo de carro centrado e focado na velocidade alta, sendo um ótimo companheiro para estradas em alta velocidade.
CLS 53 AMG – o navio
Primeiro cupê de quatro portas da Mercedes-Benz, o CLS é o que apresenta o desenho mais equilibrado: não é exageradamente grande como o AMG GT e nem espalhafatoso quanto o A 35. A sobriedade visual é também transmitida na hora de dirigir. A posição ao volante é bastante baixa, evidenciada pela linha de cintura alta e vidros pequenos.
Com motor seis cilindros em linha de 435 cv e 53 kgfm de torque, ele traz sistema EQ Boost com um motor elétrico no lugar do alternador que ajuda a dar uma força extra ao CLS. Ele faz sentir o peso do conjunto em curvas mais rápidas, evidenciando também seu tamanho avantajado.
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