Novo Ka: motor ganha nota máxima do InMetro

Ford detalha as informações do motor 1.0 tricilíndrico do novo Ka. Propulsor recebeu melhor nota da categoria em consumo

06/06/2014 - Thiago Moreno / Fotos: Divulgação / Fonte: iCarros

A Ford está divulgando os detalhes do novo Ka aos poucos. Após apresentar a carroceria da versão de produção (leia mais aqui), a marca deu mais informações sobre o propulsor que irá empurrar o hatch. Assim como o Volkswagen up!, o novo Ka usará um 1.0 tricilíndrico flex que gerará 85 cv com etanol e 80 cv com gasolina, colocando-o como o mais potente entre os propulsores com essa cilindrada. O torque é de 10,7 kgfm e 10,2 kgfm, respectivamente.

A principal notícia é que o pequeno propulsor foi avaliado com nota “A” no Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), o que o põe entre os mais econômicos da categoria de Compactos. Porém, considerando todos os veículos já homologados pelo programa, fica atrás do Renault Clio sem ar-condicionado.

A diferença é que o novo Ka foi testado apenas nas versões equipadas com esse item, o que indica que as duas configurações de lançamento, SE e SEL, trarão o ar-condicionado de série. O consumo registrado pelo hatch da Ford foi de 8,9 km/l em ciclo urbano e 10,4 km/l em rodoviário, com etanol. Rodando com gasolina, o carro faz 13 km/l e 15,1 km/l, respectivamente. Outro item que será de série em todas as versões do novo Ka é a direção elétrica com assistência variável, o que, segundo a marca, reduz o consumo em até 3% na comparação com o conjunto hidráulico convencional.

Para conseguir atingir tais números, a Ford colocou todas as suas cartas de tecnologia na mesa. O 1.0 tem comando duplo variável de válvulas com bobinas de ignição individuais para cada cilindro. Também adotou-se uma taxa de compressão relativamente alta (12:1), o que deve proporcionar melhor desempenho com etanol.

Assim como o up!, o novo Ka terá o motor com duas temperaturas diferentes de operação, uma para o bloco e outra para o cabeçote, mantendo a eficiência térmica do motor. O hatch da Ford terá sistema de partida a frio sem tanquinho, com pré-aquecimento dos bicos injetores que entrará em ação em temperaturas abaixo de 18ºC.

Na graxa

Entre as soluções mais técnicas, foram adotados coletores de admissão de plástico, que evitam que o calor do combustível se perca antes de chegar à câmara de combustão, como ocorre em coletores de metal. Já o de escape é integrado ao cabeçote. Além disso, o eixo do virabrequim é levemente - e propositalmente - desalinhado em relação às câmaras. Segundo Volker Heuman, Gerente de Motores da Ford, “tal solução impede que a energia da explosão empurre a cabeça do pistão e os anéis contra o cilindro, o que geraria um atrito maior”.

Os motores com número ímpar de cilindros são conhecidos por gerar vibração, o que leva algumas montadoras a adotar caros e pesados sistemas de contrabalanceamento no virabrequim. A Ford optou por instalar o volante do motor e a polia frontal ligeiramente fora do eixo. Esse movimento excêntrico das peças é responsável por contrabalancear o número ímpar de cilindros durante o funcionamento.

Para o sistema de acionamento de válvulas, a marca optou pela correia dentada no lugar de correntes. A escolha deixa o motor mais silencioso, mas não é conhecida pela durabilidade. Para resolver essa questão, a Ford lançou mão de um sistema que banha a correia com óleo do cárter. Segundo a montadora, isso garante que a peça possa durar até 240 mil km sem manutenção.

Um dos itens que auxiliou na tarefa de diminuir o consumo foi a adoção de uma relação de marchas mais espaçadas entre si, aproveitando o maior torque do propulsor e diminuindo a rotação do motor para manter velocidade de cruzeiro. Segundo a Ford, a 100 km/h o novo Ka rodará a 3.350 rpm, contra 3.850 rpm verificados nos atuais 1.0 de quatro cilindros da marca na mesma velocidade.

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