Vícios ao volante, desgastes (e perigo) constantes

Hábitos errados de motoristas podem provocar danos ao carro e até comprometer a segurança

03/04/2021 - Redação / Foto: Divulgação / Fonte: iCarros

Você é daqueles que dirigem com o braço para fora da janela? Ou que deixam o pé apoiado sobre o pedal da embreagem? Quem sabe tem mania de buzinar sempre que vê uma luz verde se acender na sua frente, ou então gosta de repousar a mão direita sobre a alavanca de mudanças, mesmo quando não está trocando de marchas? 

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Calma, não se sinta tão culpado. Ter esse tipo de vício ao volante é bem mais comum do que possa parecer. Comum, sim, mas nem por isso algo que não se deva evitar, claro.

Porque além de absolutamente desnecessários, esses hábitos costumam provocar o desgaste prematuro de componentes e podem até representar risco a sua segurança. 

Listamos a seguir oito desses maus hábitos, que, se você tiver, vale a pena abandonar. 

1 – Guiar com o braço para fora da janela 

Talvez existam pessoas que sentem um calor exagerado nos cotovelos ou, quem sabe, sintam a necessidade de apoiar o braço esquerdo no alto para segurarem o volante com mais (?) conforto. Além da pose feia, essa mania faz com que o volante não seja manuseado de forma segura. 

Além disso, com o tempo, o suor e a gordura da pele mancham a pintura da porta e podem até danificar as juntas do vidro da janela. Isso, claro, sem falar no braço dormente em pleno engarrafamento.  

2 – Deixar o pé dormindo na embreagem 

Esse é outro clássico da má postura. Cansado de repetir a ginástica da troca de marchas em situações como trânsito pesado, o motorista deixa logo o pé sobre o pedal esquerdo, esperando pelo próximo movimento.

Às vezes ele nem nota, mas o simples peso do pisante pressiona o sistema e faz com que a embreagem seja parcialmente acionada. 

Resultado: desgaste prematuro (até 50% antes do normal) e uma despesa considerável para mandar trocar o sistema. Que tal economizar esse dinheiro para comprar um carro com câmbio automático? Daí o pezinho esquerdo vai entrar em férias permanentes.  

3 – Manter a mão sobre a alavanca de mudança de marchas

Aqui, além do desgaste que isso pode provocar nos modelos manuais, em caso de pressão sem o acionamento da embreagem e no trabulador, a mania faz com que o motorista não mantenha as duas mãos no volante – o que é importante para a segurança (rapidez e precisão em caso de necessidade) – reação uma obrigação. 

4 – Desembaçar o para-brisa com as mãos

“Chove lá fora e aqui tá tão embaçado…” Não, não é bem essa a letra da canção, mas o enredo é bem comum, especialmente no verão e com diferença de temperatura entre os lados de dentro e de fora do carro. Mas, para limpar o vidro, use papel ou uma boa flanela limpa. A pele da mão tem gordura e só vai piorar a situação. 

5 – Acelerar em ponto morto para expressar seus sentimentos

Assim como tem gente que pigarreia o tempo todo, há motoristas que não conseguem deixar de acelerar nem mesmo quando o carro está parado e com o câmbio em ponto-morto. Isso, claro, só serve para consumir mais combustível e gerar mais fumaça – e estresse nos demais participantes do trânsito.  

Da mesma forma e com a mesma inutilidade, há quem não resista a dar uma boa acelerada antes de desligar o carro, na garagem, ou – pior ainda – logo depois de ligar o motor de manhã, “para apressar as coisas”. Ótima maneira de apressar o desgaste do motor (e de criar inimizade na vizinhança). 

6 – Buzinar para fazer o trânsito fluir melhor 

O semáforo mudou de vermelho para verde e, em menos de 0,00000001 segundo o sujeito no carro de trás esmurra a buzina, carinhosamente, para alertar o colega da frente que ele já pode se pôr em marcha.

Geralmente, esse tipo é o mesmo que usa o som estridente – criado para situações de emergência – para chamar os amigos, pedir ao porteiro que abra o portão da garagem e coisas do gênero.  

Assustar os outros motoristas, pedestres e ciclistas, porém, pode ter o efeito oposto ao desejado. E, além disso, comprovadamente, aumenta o estresse e o cansaço do próprio buzinador compulsivo e de seus desafortunados passageiros. E, sim, buzinar demais estraga prematuramente a buzina. 

7 – Andar colado no carro da frente 

Manter uma distância segura em relação ao veículo à frente é uma questão de educação (a proximidade cria uma tensão desnecessária) e, claro, de segurança.

O certo é ter espaço suficiente para poder frear e/ou desviar em caso de necessidade. Se todo mundo fizer assim, um enorme percentual dos acidentes em trânsito pesado deixará de acontecer. 

8 – Usar o pisca alerta com o carro em movimento

O dispositivo que aciona as luzes das setas (ou piscas, dependendo do seu sotaque) em modo simultâneo foi criado para indicar que o veículo está parado, alertando (perdão pela redundância) os demais motoristas a distância.

Um carro em movimento com o pisca alerta acionado dentro de um túnel, por exemplo, pode confundir os outros e até provocar acidentes. 

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