Seria a Mercedes a melhor equipe da história da F1?

Com a conquista do hexa, Hamilton superou Fangio e só está um título atrás de Michael Schumacher

04/11/2019 - Rodrigo França / Fotos: Divulgação / Fonte: iCarros

Com a conquista do hexa no GP dos Estados Unidos, disputado no último final de semana em Austin, Lewis Hamilton agora superou o argentino Juan Manuel Fangio e está a apenas uma conquista de igualar Michael Schumacher como o maior recordista da F1. Em número de vitórias, o inglês também tem tudo para superar o alemão já na próxima temporada.

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Mas se é muito subjetivo comparar pilotos de diferentes épocas, seria possível comparar equipes? Pelos números, a Mercedes acaba de conquistar um recorde: nunca um time teve tanto domínio seguido na F1. São seis títulos de pilotos e seis de construtores, incluindo 88 vitórias entre 2014 e 2019. O recorde anterior era da Ferrari, com seis mundiais de construtores entre 1999 e 2004, mas com cinco títulos de pilotos e 63 vitórias nestes seis anos de conquistas seguidas.

Desde a introdução do novo regulamento com a chegada dos motores híbridos, em 2014, só deu o time alemão: foram seis títulos de construtores e seis de pilotos – e o hexa de Hamilton ainda veio coroado com uma dobradinha ao chegar em segundo atrás de seu companheiro de equipe, Valtteri Bottas.

Hamilton só não venceu um Mundial neste período, com a conquista de Nico Rosberg em 2016, também piloto da Mercedes.

De Brawn GP a Mercedes

A introdução do novo regulamento e a chegada de Hamilton foram decisivos para a formação do time dos sonhos no qual se transformou a Mercedes. O time comprou a estrutura da Brawn GP em 2009. Na época, o time comandado por Ross Brawn havia adquirido o que sobrou da Honda e, em um dos lances mais surpreendentes dos últimos anos, conseguiu o título de pilotos de 2009 com Jenson Button.

A volta da equipe oficial Mercedes em 2010 foi um marco, já que os alemães se retiraram das competições da F1 depois da grande tragédia das 24 Horas de Le Mans em 1955, que matou 83 pessoas depois que um dos carros voou na direção das arquibancadas.

Mas com Michael Schumacher e Nico Rosberg, o time não conseguiu disputar títulos – a chegada de Hamilton em 2013 já deu uma melhora aos alemães, que foram vice no Mundial de Construtores de 2013, com 360 pontos.

Com o comando técnico de dois grandes experientes do assunto – Niki Lauda (que convenceu Hamilton a vir para o time) e Toto Wolff, a Mercedes deu o grande salto em 2014, quando o regulamento propôs uma revolução técnica e acabou com o domínio de quatro anos seguidos da Red Bull.

A McLaren de Senna e Prost

Há também outros times que impuseram domínio histórico, como a McLaren no final dos anos 1980 e início dos anos 1990. Para muitos, inclusive, o melhor carro da F1 de todos os tempos é o MP4/4 com o qual Ayrton Senna conquistou seu primeiro título mundial – ele e Alain Prost ficaram perto de ter 100% de domínio daquele ano, com 15 vitórias em 16 Grandes Prêmios. Detalhe: Senna liderava o GP da Itália até duas voltas para o final e acabou sendo tirado da pista por um retardatário na única prova vencida por um carro que não era da McLaren (venceu a Ferrari de Gerhard Berger).

O time de Ron Dennis ganhou 3 títulos com Prost (1985-1986-1989), 3 com Senna (1988-1990-1991) e 1 com Lauda (1984) – foram oito títulos em nove anos, mas não seguidos justamente por Nelson Piquet ter ficado com o título de 1987. A Williams também era o melhor carro de 1986, mas a disputa interna do brasileiro com Nigel Mansell e o acidente de Frank Williams atrapalharam o time inglês, que perdeu o título de pilotos.

Para 2020, pouca coisa deve mudar – Hamilton e a Mercedes devem buscar o sétimo título e os alemães seguem tendo tudo para manter a saga do time mais bem-sucedido de maneira consecutiva na F1. Só que daqui um ano e meio, a principal categoria do automobilismo mundial prevê um novo regulamento que deve mexer bastante na hierarquia das equipes:

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Será que a nova revolução pode tirar o domínio de quem conquistou “o poder” na F1 justamente na última grande era de mudanças?

Seja como for, se a nova F1 existir a partir de 2021, uma coisa é certa: ela não poderá apagar um importante capítulo escrito por uma das melhores equipes de todos os tempos.

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