Amortecedor recondicionado vale a pena?

Usar amortecedor usado e retrabalhado pode sair mais barato de início. Mas a conta pode sair mais cara no longo prazo

12/12/2018 - Thiago Moreno / Foto: Divulgação / Fonte: iCarros

Os amortecedores não são componentes que comummente exigem manutenção constante. São peças integradas do sistema de suspensão com alta resistência e durabilidade. Talvez por isso, na hora de trocá-los, os proprietários podem se espantar com os valores elevados na reposição. Para tentar amenizar esse custo, alguns donos de veículos recorrem ao recondicionamento dos amortecedores. Mas a tática realmente vale a pena?

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Amortecedor: quando trocar

Os amortecedores não são itens com data de validade definida. Porém, são constantemente verificados nas revisões periódicas programadas pelo manual do proprietário de seu carro. O intervalo de trocas pode ser definido por um período de tempo, quilometragem ou sinais visíveis de desgaste. Nesse momento, o melhor indicador da hora correta de se trocar os amortecedores está em seu manual do proprietário do veículo.

Amortecedores: sinais de que os seus estão ruins

A principal função dos amortecedores é estabilizar o movimento das rodas ao passar por buracos e ondulações após as molas terem absorvido e retornado o impacto. Sem eles, as rodas ficariam pulando após cair em um buraco, pois a mola absorve retorna a força do impacto várias vezes antes de voltar ao normal, como acontece em carroças. Com os amortecedores, tal movimento é mais suave e a roda para de pular mais rápido, garantindo que as rodas permaneçam em contato com o asfalto.

Quando os amortecedores começam a ficarem ruins, um dos primeiros sinais visíveis é o maior rolamento da carroceria em mudanças de direção, uma vez que perderam o poder de absorção. Em casos mais extremos é possível ver as rodas pulando várias vezes após passar em buracos e você provavelmente já viu algum carro na rua com esse sintoma. Vazamentos visíveis de fluídos vindos do amortecedor também indicam que passou da hora de trocá-los.

Recondicionamento de amortecedores: o que é feito?

A base de um amortecedor recondicionado é uma peça usada, que é então reformada. “Em geral, esses itens são lavados e repintados, com o uso de um fluido interno diferente do especificado. Por isso, eles não atendem às especificações exigidas pelas fabricantes de veículos. Além disso, são peças que já apresentam desgaste, com um desempenho bem inferior ao de um amortecedor novo, o que pode levar a acidentes gravíssimos”, comenta Juliano Caretta, Supervisor de Treinamento Técnico da Tenneco, empresa responsável pela fabricante de amortecedores Monroe.

“Além do óleo fora da especificação, os amortecedores recondicionados não têm a substituição das peças internas desgastadas. As mudanças são visuais, como uma "maquiagem", com limpeza e pintura do exterior”, informa Caretta.

Riscos de usar amortecedor recondicionado em seu carro

Entre os riscos apontados pelo especialista da Tenneco estão: aumento da distância de frenagem, desgaste prematuro dos pneus, trepidações, balanço excessivo em freadas e arrancadas, aquaplanagem e danos a diversas peças da suspensão, como coxins e buchas. Pode ocorrer ainda o travamento dos amortecedores, impedindo que o motorista controle o carro corretamente, seja em linha reta ou em uma curva.
 

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