03/02/2022 - Redação / Foto: Divulgação / Fonte: iCarros
Quem olha hoje a Fórmula 1 com o regulamento engessado e carros com aparências semelhantes entre várias equipes, não imagina que no passado as equipes tinham mais liberdade para pensarem em seus carros.
Há modelos vitoriosos, como a Williams com suspensão ativa, mas também equipamentos que, apesar de diferentes, não funcionaram na pista, como a Tyrrell de seis rodas.
Pensando em carros com projetos mais “agressivos”, iCarros produziu uma lista de cinco bólidos que chamaram atenção dos fãs de velocidade, mas não conseguiram converter esta expectativa em títulos.
Ensign N179
O modelo da Ensign chamava atenção por ter uma frente toda com radiadores, o que não necessariamente o deixava bonito.
Porém, mais que a aparência singular do carro, foram os resultados obtidos por Derek Daly, Patrick Gaillard e Marc Surer com este modelo em 1979. Apenas Gaillard conseguiu completar uma prova com o Ensign N179, terminando em 13º em Silverstone.
O carro, contando a atuação na Inglaterra, se classificou apenas mais três vezes naquele ano, sempre abandonando. Em outras sete oportunidades, os pilotos da Ensign sequer sobreviveram a pré-classificação, e não disputaram estes Grandes Prêmios.
Jordan 199
A Jordan viveu seu grande momento na história da Fórmula 1 em 1999. Tendo em seus boxes Damon Hill e Heinz-Harald Frentzen, o time comandado por Eddie Jordan finalmente se viu na disputa pelo título mundial, ainda que em um papel secundário em uma batalha que envolvia as poderosas McLaren e Ferrari.
Com este carro, Frentzen venceu em Magny-Cours e em Monza, e se manteve na disputa pelo título entre Mika Hakkinen e Eddie Irvine até a última etapa daquele ano, que acabou com o título do finlandês. Hill, por sua vez, sofreu com quebras, mas ajudou a Jordan a ser terceira colocada entre os construtores.
March 711
O March 711 foi usado pela March nas temporadas de 1971 e 1972 e pode ser considerado um dos carros mais peculiares que já disputaram uma corrida de F1 na história. A asa dianteira era muito mais alta do que aquilo que estamos acostumados hoje em dia, o que lhe dava já naqueles tempos uma aparência um tanto quanto peculiar.
Apesar de não ter vencido corridas em 1971, foi com este carro que Ronnie Peterson conquistou o vice-campeonato mundial daquele ano, sendo derrotado apenas por Jackie Stewart, que levou o título com alguma facilidade.
Em 1972, José Carlos Pace correu com este equipamento, mas teve como melhor resultado um quinto lugar na Bélgica.
Ligier JS5
Mais um carro da década de 1970 na lista é o Ligier JS5, o primeiro carro da equipe francesa na Fórmula 1. O que chamava atenção neste carro, que foi pilotado por Jacques Laffiti ao longo da temporada, era a gigantesca entrada de ar no santantonio do veículo, que foi usada nas primeiras etapas daquele ano.
Se nas primeiras etapas do ano, quando tinha a peça em seu carro, o resultado foi de dois abandonos e um quarto lugar em Long Beach, o desempenho só melhorou depois, com direito a um segundo lugar na Áustria, e dois terceiros lugares, na Bélgica e na Itália. Assim, Laffiti terminou o campeonato na sexta posição, somando 20 pontos.
Williams FW07D
Todos se lembram da Tyrrell de seis rodas, mas poucos conhecem a história da Williams de seis rodas. O modelo foi construído tendo como base o FW07C, que no ano anterior possibilitou a Carlos Reutemann conquistar o vice-campeonato mundial de 1981.
O modelo foi pilotado por Alan Jones, Jonathan Palmer, Keke Rosberg e Jacques Laffiti em testes da equipe. Laffiti foi quem mais andou com o carro, tendo gostado do desempenho do veículo. Uma mudança de regulamento, a qual obrigava os carros a terem, no máximo, quatro rodas, impediu o modelo de disputar um GP.
Bônus: Ferrari F1 643
A Ferrari vinha de um vice-campeonato com Alain Prost em 1990, manteve o francês e trouxe a então promessa Jean Alesi para o lugar de Nigel Mansell. O que poderia ser um passo para o título, que não vinha desde a conquista de Jody Schekther, acabou naufragando. O carro quebrava demais e impossibilitou qualquer disputa pelo título.
Reconhecidamente uma das Ferraris mais bonitas que a Fórmula 1 já viu, o modelo estreou no meio da temporada, na França, e rendeu para Prost apenas dois segundos lugares em 1991, na França e na Espanha, além de quatro abandonos. Alesi foi ao pódio na Alemanha e em Portugal, sempre com terceiros lugares.
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