11/10/2022 - Maria Clara Castro/RF1 / Foto: Getty Images / Fonte: iCarros
A Fórmula 1 teve o campeão da temporada de 2022 decidido antecipadamente. Em um Grande Prêmio do Japão para além de caótico, com direito a mais de duas horas de bandeira vermelha, Max Verstappen tornou-se bicampeão mundial de F1.
Em um campeonato com novo regulamento, novo carro, a expectativa do público e, inclusive, da categoria, era a competitividade até Abu Dhabi, ou seja, até a última etapa do ano.
Então, o que aconteceu? Como se explica o título antecipado? A partir dos cinco motivos listados abaixo, você entende o bicampeonato de Verstappen.
1 - Reação da Red Bull no início do ano
O Grande Prêmio do Bahrein inaugurou a temporada de 2022 da F1 e viu Charles Leclerc sair na frente, levantando o primeiro troféu de vencedor dos até aqui 18 disputados.
Apesar da um forte desempenho do monegasco e sua Ferrari, a Red Bull não tardou em desenvolver o carro e trazer o equilíbrio para o campeonato. A partir do GP da Emilia Romagna, a quarta etapa deste ano, a Red Bull emendou seis vitórias seguidas, sendo cinco de Verstappen e uma de Sérgio Perez.
A performance combinada à constância permaneceu, tanto que a equipe austríaca é a líder do campeonato de construtores com 619 pontos.
2 - Capacidade de reação de Verstappen
O holandês demonstrou nesta temporada o seu elevado nível de guiada e psicológico. Isso porque, à bordo do melhor carro da temporada, Verstappen revelou que largar nas últimas filas do grid não exime chance de vitória.
Foi o caso das etapas da Hungria, Bélgica e Itália, onde o piloto de 25 anos largou, respectivamente, da décima, 14ª e sétima posições, ou seja, fora do top-5 e subiu no lugar mais alto do pódio.
3 - Charles Leclerc e seus inaceitáveis erros
Leclerc venceu a primeira corrida do ano, mas quem demonstrou maturidade para ser campeão foi Verstappen. O monegasco cometeu erros bobos, mas inaceitáveis e que custaram o título nesta temporada, como foi o caso das provas de Ímola, França e Japão.
Nesta última, em Suzuka, Leclerc abusou da última chicane e obteve vantagem ao retornar para pista, de modo a resultar em uma punição de cinco segundos, o que, por sua vez, culminou na perda da segunda posição, bem como no título mundial antecipado para Verstappen.
4 - Ferrari e os sucessivos erros de estratégia
E quando Leclerc não errou, a Ferrari cometia erros bruscos em sua estratégia, o que comprometia o monegasco e seu companheiro de equipe Carlos Sainz.
Espanha, Mônaco, Azerbaijão, Inglaterra, França, Hungria, Bélgica, Holanda… nestas etapas o tifosi viu sua escuderia do coração cometer erros, ou seu carro apresentar problemas de confiabilidade. Isso significa que o time de Maranello passou cerca de 37% do campeonato lidando com turbulências.
5 - Dominante performance de Verstappen
Turbulência de um lado, dominância de outro. Os números do agora bicampeão são expressivos: 12 vitórias em 18 etapas, 14 pódios, cinco pole positions e cinco voltas mais rápidas.
Com 366 pontos e faltando quatro etapas para o fim do campeonato, Verstappen tem a chance de ampliar ainda mais seus números, o que pode ser valioso para a Red Bull, já que a mesma busca o título no Mundial de Construtores.
A F1 volta a acelerar no Circuito das Américas, em Austin, Texas, localizado nos Estados Unidos entre os dias 21 e 23 de outubro.
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