F1 em Suzuka: relembre os títulos de Senna e Piquet no Japão

Ayrton Senna venceu seus três campeonatos mundiais de F1 em solo japonês

09/10/2019 - Rodrigo França / Foto: Angelo Orsi/ASE / Fonte: iCarros

O GP do Japão será disputado neste domingo em Suzuka, um dos palcos mais tradicionais da F1. E foi justamente nesta pista onde o Brasil conseguiu feitos históricos, incluindo a consagração dos três títulos mundiais de Ayrton Senna em 1988, 1990 e 1991, e o terceiro título de Nelson Piquet, em 1987.

Competindo com a McLaren Honda, Senna construiu uma relação de admiração e torcida com os japoneses que segue intacta mesmo após 25 anos do acidente de Senna em Ímola.

O primeiro título veio de forma heroica, naquela que é considerada por muitos especialistas uma das melhores vitórias de Senna na F1. O brasileiro conquistou a pole position e parecia ter vida tranquila para liquidar o campeonato na luta contra seu companheiro de equipe, o francês Alain Prost, que naquela altura já era bicampeão mundial.

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Só que o carro de Senna falhou na largada e o brasileiro caiu para 17º. Com Prost assumindo a ponta, parecia que conquistar o título em Suzuka ficaria impossível – mas com Ayrton Senna na pista esta palavra não existia na F1.

Com diversas ultrapassagens, Senna conseguiu subir posição por posição, mas Prost abria vantagem significativa na frente. Mas uma garoa veio na hora certa para o brasileiro conseguir descontar a vantagem e chegar no francês ainda antes da metade da prova. Com uma manobra ousada, na qual Senna passou espremido pela reta dos boxes, o brasileiro garantiu a vitória e seu primeiro título mundial.

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Confira um vídeo especial
sobre o 1º título mundial de Senna em 1988
PARA ASSISTIR ACESSE: 
https://youtu.be/W5Arf-dUR8Y

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Acidentes e rivalidade Senna X Prost

Se o primeiro título veio com contornos épicos, incluindo uma vitória vindo lá de trás do pelotão, o segundo veio com um acidente em 1990. E novamente com Prost como adversário. Foi um troco do ano anterior, quando o francês provocou o acidente com Senna na chicane para que as duas McLarens saíssem da corrida e assim ele ficasse com o título.

O que o francês não esperava é que Senna conseguiria voltar para a pista, fazer um pit stop para trocar o bico do carro e ainda assim recuperar a liderança e vencer o GP do Japão de 1989. Mas em um controverso episódio, o brasileiro foi desclassificado por não ter voltado pelo mesmo ponto da chicane onde sofreu o toque de Prost. A decisão foi tomada muito tempo depois da bandeirada e a realidade é que o favorecimento de Jean Marie Balestre por Prost já não era segredo para ninguém…

Assim, em 1990, Senna largou na pole, com Prost em segundo –  desta vez na Ferrari. Só que um novo acidente entre os dois daria, desta vez, o título a Senna. E é o que o brasileiro fez ao dividir a curva com o francês, que tentou ultrapassar Senna e levou o toque. Os dois saíram da pista e o brasileiro se tornou bicampeão mundial.

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Relembre mais sobre a rivalidade entre
Senna e Prost na entrevista com Jackie Stwewart:
PARA ASSISTIR ACESSE: 
https://youtu.be/ddLdRaF-tCA

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Tri mundial em Suzuka

Ao contrário dos três anos anteriores, o rival de Senna na luta pelo título em 1991 não é mais Alain Prost, e sim Nigel Mansell, com a Williams. O time inglês não começou bem a temporada, mas veio em crescente desempenho na segunda metade da temporada – já dando indícios de como dominaria o ano seguinte, em 1992.

Mas, graças a uma boa vantagem no início do Mundial de 1991, quando venceu as quatro corridas, Senna tinha uma situação mais confortável no campeonato. Mansell não poderia vencer e por isso pressionou bastante Senna por uma ultrapassagem em Suzuka.

Mas ainda no início da prova, o “Leão”, como o inglês era conhecido por seu estilo agressivo na pista, exagerou na dose e acabou escapando da pista na curva 1. Naquela época, as áreas de escape com brita acabaram impedindo que Mansell voltasse para a pista e com isso o tricampeonato de Senna estava garantido.

O brasileiro ainda perseguiu e ultrapassou Berger na luta pela liderança, mas na volta final deixou o companheiro de equipe vencer – momento marcante na TV brasileira com a narração célebre de Galvão Bueno com sua frase “eu sabia, eu sabia” (que Senna deixaria Berger vencer).

Rubens Barrichello e Nelson Piquet

Suzuka também foi o palco do tricampeonato mundial de Nelson Piquet e em circunstância parecida com o de Senna. Em 1987, Piquet disputava com Mansell o título e os dois pilotos da Williams chegaram a Suzuka como favoritos. Ao contrário do ano anterior, em que os dois acabaram sendo superados por um terceiro concorrente de uma outra equipe (Alain Prost na McLaren), o duelo pelo título era mesmo interno.

Mas Mansell também se acidentou – não no GP, e sim nos treinos, e com maior gravidade. Com a não participação do inglês, Piquet já celebrou o campeonato no Japão.

Piquet também tem a vitória do GP do Japão de 1990, aquele do acidente entre Prost e Senna. Com os dois fora do caminho, a Benetton conseguiu uma dobradinha surpreendente, já que Roberto Moreno foi o segundo colocado, em um emocionante pódio com os dois brasileiros. A festa local ficou garantida também pelo improvável terceiro lugar de Aguri Suzuki, com uma Lola Lamborghini.

Outro importante momento do automobilismo brasileiro em Suzuka foi a penúltima vitória de Senna na F1, em 1993, com a McLaren em um ano marcado por atuações impressionantes do brasileiro, superando as equipes Williams e Benetton que tinham um conjunto melhor.

Dez anos depois desta conquista, Rubens Barrichello também trouxe a vitória para o Brasil, guiando pela Ferrari.

Supertufão

O GP do Japão de 2019 será neste domingo, mas um tufão previsto para chegar a esta região do Japão pode causar atrasos na programação, semelhante ao que já ocorreu em algumas edições recentes, como 2004 e 2010. Batizado de Hagibis, o supertufão pode provocar rajada de ventos de até 240 km/h.

Lewis Hamilton, da Mercedes, espera que seus adversários da Ferrari, com Charles Leclerc e Sebastian Vettel, possam incomodar sua equipe na luta pela vitória.

“Temos que conseguir colocar o carro em uma boa posição na classificação. Nós geralmente somos fortes na maioria das corridas. Mas o posicionamento é tudo. Não acho que vamos ser favoritos nessas corridas, mas acho que ainda podemos chamar a atenção”, declarou Hamilton.

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