24/11/2022 - Maria Clara Castro/RF1 / Foto: Divulgação / Fonte: iCarros
A Fórmula 1 encerrou a temporada de 2022 no último domingo (20), quando realizou o Grande Prêmio de Abu Dhabi no circuito de Yas Marina. A última prova do ano teve como vencedor o bicampeão mundial Max Verstappen, e o pódio foi completado por Charles Leclerc e Sergio Pérez, respectivamente. Contudo, a última atividade de pista da F1 ocorreu na terça-feira (22), com os testes de pós-temporada.
As equipes colocaram dois carros em pista, um para os pilotos experientes e outro para os estreantes, porém ambos calçados com os pneus de novos compostos que vão estrear em 2023. Assim, os experientes tiveram ao seu dispor dez conjuntos de pneus: um C1, um C2, três C3, três C4 e dois C5 – o primeiro é o composto mais duro e o último o mais macio.
Os jovens talentos, por conta da inexperiência com estes carros, dispunham de oito jogos de pneus, sendo dois C3, quatro C4 e dois C5. De acordo com o engenheiro chefe da Pirelli, Simone Berra, a ideia de os pilotos estreantes andarem com os compostos mais macios é preservar sua confiança ao guiar um carro de F1.
E por falar em jovens talentos, vários nomes “pintaram” a folha de tempos, como foi o caso de Robert Shwartzman (Ferrari), Logan Sargeant (Williams), Nyck De Vries (AlphaTauri), Liam Lawson (Red Bull), Jack Doohan (Alpine), Oscar Piastri (McLaren), Frederik Vesti (Mercedes), Theo Pourchaire (Alfa Romeo) e, claro, dos brasileiros Pietro Fittipaldi (Haas) e o atual campeão da Fórmula 2, Felipe Drugovich (Aston Martin).
Não que os tempos representem fielmente a hierarquia dos carros das equipes, mas quem se mostrou mais rápida foi a Ferrari, a qual teve Carlos Sainz fazendo o melhor tempo, 1min25s245, seguido do atual vice-campeão Charles Leclerc e Shwartzman. O pupilo da Alpha Tauri, Nyck De Vries, foi quem mais completou voltas, totalizando 151 giros.
No que se refere aos pneus, quando comparamos aqueles utilizados nesta temporada e os da próxima, percebe-se que a diferença não se concentra necessariamente na composição em si, mas na construção dos pneus. A estrutura dos eixos dianteiro e traseiro foi trabalhada para melhorar a integridade dos próprios eixos e, assim, diminuir em certa medida as prescrições de pressão do eixo dianteiro.
Além disso, haverá uma mudança nas opções de gamas de pneus. O atual C1 se tornará C0, de modo que será incorporado um novo C1, que deverá ter mais aderência. O C0, portanto, será usado em circuitos de maior estresse de pneus, como Silverstone, Suzuka e Catar.
Mais testes por parte da Pirelli devem ser realizados, um em uma molhada pista de Paul Ricard, na França, e outro em Portimão, em Portugal, sob condições secas.
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