06/07/2021 - Maria Clara Castro e Luiz Felipe Chaguri/RF1 / Foto: Divulgação Red Bull / Fonte: iCarros
Vindo de dois triunfos, um no GP da França e outro no GP da Estíria, Max Verstappen dominou o GP da Áustria no último final de semana para chegar em sua terceira vitória consecutiva com a equipe Red Bull Racing - Honda.
Além de liderar os treinos livres e conquistar a sétima pole position de sua carreira, Verstappen chegou em sua 15ª vitória na Fórmula 1 e cada vez fica mais difícil acreditar na saída da Honda ao final da temporada.
O holandês não teve sustos na corrida. Largando com pneus médios, ele liderou todas as voltas e fez dois pit stops – um na volta 33 e outro na 60 para ganhar o ponto extra cravando a volta mais rápida da corrida. E conseguiu, ao registrar o tempo de 1m06s200.
Apesar da tranquilidade do líder, a corrida foi disputada para o resto do pelotão. Os espectadores puderam ver boas batalhas, como o heptacampeão Lewis Hamilton versus o jovem Lando Norris e o bicampeão espanhol Fernando Alonso versus o piloto da Williams George Russell.
Porém, além das disputas, o que chamou atenção foi a performance do motor Honda. Verstappen liderou com folga estando por vezes dez segundos à frente dos outros pilotos e de seu companheiro de equipe, Sergio Pérez. Se não fossem as punições que levou, o mexicano teria terminado a prova em melhores posições que o sexto lugar.
Honda já havia anunciado saída da F1 antes do sucesso em 2021
Como já havia anunciado que deixaria a F1 ao final desta temporada antes mesmo dela ser iniciada, a Honda concentrou seus esforços para produzir uma unidade de potência bastante competitiva e que na verdade seria usada somente em 2022.
Se a Honda viveu seu maior auge na época de Ayrton Senna e Alain Prost entre o final dos anos 1980 e início dos 1990, já podemos considerar a temporada 2021 como um grande renascimento dos japoneses na categoria com seu melhor motor já construído nesta era híbrida – iniciada em 2014.
Ao final de 1992, após anos de domínio da McLaren-Honda, a fabricante japonesa saiu da categoria, ficando apenas como uma espécie de subsidiária no fornecimento de equipes menores.
Nem as equipes do atual grid sabem explicar saída da Honda
Quando finalmente o motor Honda mostrou ser capaz de superar o Mercedes na F1, ele infelizmente sairá de cena, algo que nem mesmo as equipes Red Bull e AlphaTauri, que recebem os propulsores atualmente, sabem explicar. Talvez seja um ponto que deveria ser reconsiderado pela fabricante em sua estratégia.
De um calendário com 23 etapas, ainda há 14 provas para acontecer, 14 capítulos em aberto para a Honda continuar escrevendo sua história.
No último sábado (3), Hamilton anunciou a renovação com a Mercedes por dois anos para acabar com os rumores de sua aposentadoria e daqui duas semanas o heptacampeão terá o grande desafio de superar Verstappen no tradicional circuito de Silverstone, casa do piloto britânico.
Conseguirá Hamilton assumir a liderança do campeonato? Novamente, este é outro capítulo em aberto esperando a história ser feita.
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