08/06/2022 - Rodrigo França/RF1 / Foto: Divulgação/FIA WEC / Fonte: iCarros
Não é segredo para ninguém que, no esporte, brasileiros e argentinos são rivais. É assim no futebol, no basquete, no vôlei e em tantas modalidades. Neste final de semana, será a vez deste confronto ser visto nas 24 Horas de Le Mans, onde José María López, o “Pechito”, tentará a sua segunda vitória com a equipe Toyota Gazoo Racing.
Caso se confirme, será a terceira conquista da Argentina na prova, que triunfou com José Froilán González em 1954. Já os brasileiros, com tanta tradição na F1 e na Indy-500, precisam quebrar um tabu na categoria geral, que terá André Negrão na Alpine, e Pipo Derani na Glickenhaus, buscando a primeira conquista brasileira na corrida no Circuito de La Sarthe.
o López defende a Toyota desde 2017, em uma parceria que rendeu dois títulos mundiais de Endurance, nas temporadas de 2019/2020 e 2021, e dez vitórias em 32 corridas, incluindo as 24 Horas de Le Mans do ano passado, resultado que além de torná-lo o segundo sul-americano a vencer a prova, ajudou na conquista do campeonato do WEC. Apesar disso, o piloto garante que não se pressiona além do normal para buscar uma nova vitória neste ano.
“Não difere para mim. Como pessoa, estou mais tranquilo, pois não tenho mais a expectativa de ganhar pela primeira vez. Tiveram vezes em que lideramos, mas não vencemos. E entramos na corrida sabendo que pode acontecer muita coisa.
Não me sinto pressionado, além da pressão de sempre de fazer uma corrida limpa e sem erros. Quero chegar a hora final brigando pela vitória”, disse López.
O argentino da Toyota também deixa claro algo que muitos comentam: Le Mans é uma corrida que vale por um campeonato. Apesar de contar pontos para o WEC (o dobro em relação a uma prova de seis horas), muitas vezes a vitória no Circuito de La Sarthe é tão lembrada pelo público quanto os pilotos que se mostraram os mais fortes ao final de uma temporada.
“Independentemente do que aconteça no campeonato, essa corrida é sempre importante. Temos muita vontade e tomara que a gente faça uma boa corrida. Precisamos ver porque tem equipes que guardam o melhor do carro apenas para a prova”, seguiu o piloto, se referindo ao “Balance of Performance”, que visa equalizar todos os carros e deixar a corrida mais competitiva.
López também destacou a entrada de novas montadoras no Mundial de Endurance para os próximos anos, que tornará o WEC o campeonato com o maior número de montadoras envolvidas entre todas as principais categorias do automobilismo mundial.
O argentino, porém, acredita que a experiência da Toyota em provas longas poderá fazer a diferença em um futuro com mais concorrentes.
“Ano que vem entram tantas marcas novas, Peugeot, Ferrari, Alpine com carro novo, Glickenhaus. Será a categoria FIA com o maior número de fabricantes, e isso abrirá muitas vagas para pilotos. O problema é que não existem tantos bons pilotos com experiência em corridas de resistência”, comentou o argentino, antes de falar da Toyota.
“A Toyota é um time que me faz aprender coisas importantes. Estamos próximos de novas tecnologias, e eu, como piloto, quero sempre crescer e melhorar. A entrada de muitas equipes tem prós e contras. Há times vindos da F1, e a preparação deles é enorme. Hoje em dia há muita responsabilidade, mas temos que estar seguros de tudo o que temos que fazer e com a experiencia que temos, conseguimos saber tudo para o desenvolvimento do carro”, completou Pechito.
As 24 Horas de Le Mans serão disputadas neste sábado (11), a partir das 11h.
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