02/11/2021 - Maria Clara Castro e Luiz Felipe Chaguri/RF1 / Foto: Divulgação / Fonte: iCarros
A história da Fórmula 1, desde seu início, é marcada por rivalidades entre os pilotos, principalmente entre os que disputam o título do campeonato. Em 2021, a categoria vivencia uma incrível temporada, a qual está sendo palco da acirrada disputa entre o jovem Max Verstappen e o heptacampeão mundial de F1 Lewis Hamilton.
Vamos relembrar algumas das maiores rivalidades da Fórmula 1 e os carros de cada uma delas.
James Hunt X Niki Lauda
A rivalidade entre o austríaco Niki Lauda e o inglês James Hunt é um dos marcos da F1, sendo até retratada nos telões com o filme “Rush”.
Diferentemente de outras disputas, o duelo entre o piloto metódico e o competidor ‘bon vivant’ tem início nas categorias de acesso à F1, porém as batalhas pelo título de 1976 da mais alta categoria do esporte a motor foram consideradas o auge da icônica disputa entre os pilotos.
Campeão mundial da temporada anterior pela Scuderia Ferrari, Lauda começou o ano de 1976 acelerando a Ferrari 312T e terminou a temporada com a Ferrari 312T2, por conta da mudança das regulações técnicas que passaram a vogar a partir do GP da Espanha em maio daquele ano.
O novo regulamento estabeleceu à época uma alteração na entrada de ar dos carros, de modo que a Ferrari 312T2, ao invés de ter um airbox, passou a apresentar o duto naca, o qual promove a entrada de ar de baixo arrasto.
Hunt, que corria pela McLaren, acelerava o McLaren M23D. Projetado pelo britânico Gordon Coppuck, o M23D é a versão final do McLaren M23, o qual foi inspirado no M16 das 500 Milhas de Indianápolis.
O McLaren M23 foi desenvolvido de 1973 até o início da temporada de 1977, o motor era Ford Cosworth DFV 3.0 V8 e proporcionava potência de cerca de 480 cavalos.
Com o McLaren M23, Hunt travou incríveis duelos contra a Ferrari 312T2 de Lauda e, após uma corrida de chuva torrencial, tornou-se o campeão mundial da temporada de 1976.
Ayrton Senna X Alain Prost
Outra rivalidade McLaren X Ferrari que marcou a história da F1 foi entre o brasileiro Ayrton Senna e o francês Alain Prost, os quais foram colegas de equipe na McLaren em 1988 e 1989. No entanto, em 1990, francês passou a ser piloto da Ferrari, enquanto Senna continuou na equipe britânica.
Prost acelerava a Ferrari 641, modelo projetado por John Barnard e desenvolvido a partir do carro da temporada anterior, o Ferrari 640.
Desenvolvido depois do GP da Itália, em setembro de 1990, o carro fez a estreia no GP de Portugal, em Estoril, equipado com sistema de controle de tração, o qual, de um primeiro momento, utilizava apenas um software e um sensor de velocidade no volante.
Além disso, ao longo da temporada, a equipe italiana incorporou na Ferrari 641 a caixa de câmbio semi-automática desenvolvida na temporada de 1989.
Campeão daquele ano, tornando-se tricampeão mundial de F1, Senna acelerava o McLaren MP4/5B, uma evolução do McLaren MP4/5, utilizado no ano anterior.
Em 1990, o carro teve suas asas redesenhadas e a parte traseira foi reprogramada em torno de radiadores maiores. O McLaren MP4/5B era equipado com o motor Honda RA100E V10 e transmissão Transversal Weismann de seis velocidades.
Mika Häkkinen X Michael Schumacher
Além de James Hunt X Niki Lauda e Ayrton Senna X Alain Prost, o duelo McLaren X Ferrari também se fez presente na temporada de 1998 com Mika Häkkinen correndo pela equipe inglesa e Michael Schumacher disputando pela escuderia italiana.
Com o McLaren MP4/13, Häkkinen conquistou o seu primeiro título mundial. O carro se mostrou dominante na temporada, vencendo oito das dezesseis corridas do calendário de 1998.
O McLaren MP4/13 foi projetado por Adrian Newey e era equipado com um sistema de direção de freio que permitia o uso de qualquer um dos freios do carro independentemente para ajudar nas curvas. Tal sistema, entretanto, foi banido pela FIA, após o protesto da Ferrari.
No geral, o McLaren MP4/13 mostrava melhor desempenho nos circuitos mais rápidos, enquanto o Ferrari F300 se dava bem em pistas mais técnicas. Muito disso se deve pelo fato de o projeto da McLaren MP4/13 ter focado em maximizar a aderência aerodinâmica do carro sobre sua aderência mecânica, o que levava ao carro sair de frente (understeer) nas curvas lentas.
Schumacher, à época bicampeão mundial de F1 (1994-1995), guiava o Ferrari F300. Essa possuía uma maior distância de entre eixos e, para o GP do Canadá de 1998, recebeu novos difusores, painéis traseiros, asa dianteira em forma de delta e escapamentos de saída superior.
O F300 tinha motor Ferrari Tipo 047/B/C V10, que proporcionava uma potência de 800 hp com 17.300 rpm. A transmissão era sequencial longitudinal semi-automática de sete velocidades.
Será que a rivalidade entre Hamilton, da Mercedes, e Verstappen, da Red Bull, ficará tão marcada quanto essas acima? Isso somente o tempo vai dizer, mas tudo indica que sim.
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