31/05/2022 - Leonardo Marson/RF1 / Foto: Divulgação / Fonte: iCarros
O mundo do automobilismo teve neste domingo (29) a realização de algumas de suas principais corridas da temporada, com vitórias inesperadas de pilotos de equipes grandes. A Fórmula 1 viu Sergio Pérez vencer o Grande Prêmio de Mônaco com a Red Bull, enquanto Marcus Ericsson colocou seu nome na história ao vencer as 500 Milhas de Indianápolis com um carro da Chip Ganassi.
O dia mais nobre da temporada do automobilismo começou caótico com a prova da Fórmula 1. Após a chuva atingir o circuito montado em Monte Carlo momentos antes da volta de apresentação, a direção de prova atrasou em pouco mais de uma hora a largada do Grande Prêmio de Mônaco.
Charles Leclerc, que dominou os treinos e largou da pole position, se manteve na frente até a rodada de paradas nos boxes, quando a pista passou a secar. Mas uma estratégia errada fez o monegasco visitar os pits duas vezes, ante uma de Carlos Sainz. Neste momento, Pérez tomou a ponta da corrida.
Na parte final da prova, após um acidente com Mick Schumacher interromper a disputa, “Checo” seguiu na liderança e, mesmo pressionado por Sainz, seguiu para vencer pela primeira vez no ano. O espanhol da Ferrari foi o segundo, seguido por Max Verstappen, companheiro de Pérez na Red Bull.
Minutos após o final da corrida em Mônaco, a Indy voltou para sua casa, o Indianapolis Motor Speedway, onde realizou as 500 Milhas de Indianápolis pela 106ª vez em sua história. E desta vez a Chip Ganassi, equipe que dominou os treinos, saiu com a vitória, mas de forma dramática.
Com cinco carros entre os 33 do grid, o time viu Scott Dixon e Álex Palou se revezarem na ponta até a volta 70 das 200 programadas. Uma bandeira amarela impediu o atual campeão da Indy de abastecer, já que por segundos, ele entrou nos boxes com ele fechado.
Dixon se manteve na ponta, batalhando com Conor Daly e Pato O’Ward, que se mostraria o rival mais forte àquela altura. Mas um erro do neozelandês, que excedeu o limite de velocidade nos boxes em sua última parada, o jogou para trás.
A Ganassi viu o ex-Fórmula 1 e pouco cotado para a vitória Marcus Ericsson tomar a liderança e disparar três segundos sobre O’Ward, da McLaren, enquanto Tony Kanaan tomou o terceiro lugar. Mas, há seis voltas do fim, Jimmie Johnson, companheiro do sueco e do brasileiro, parou no muro, forçando uma interrupção da corrida.
A relargada veio com duas voltas para o final, e Ericsson foi brilhante ao conter os ataques de O’Ward, ziguezagueando na pista. O europeu colocou seu nome na história do Brickyard ao vencer, quebrar um jejum de dez anos da equipe, e se tornar o segundo sueco a vencer em Indianápolis, juntando-se a Kenny Brack.
Os brasileiros terminaram com um bom papel. Tony Kanaan terminou em terceiro, enquanto Helio Castroneves, que buscava sua quinta vitória, foi o sétimo com o carro da Meyer Shank, depois de partir apenas da 27ª colocação no oval de 2,5 milhas.
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