12/11/2014 - Anamaria Rinaldi, de Campinas (SP) / Fotos: Divulgação / Fonte: iCarros
Um dos últimos a receber a nova identidade visual da Renault, o Fluence chega nesta semana às concessionárias reestilizado e como modelo 2015 para ganhar um "novo fôlego", como diz a própria marca. O sedã estará à venda em quatro versões, com preços entre R$ 66.890 e R$ 82.990 - a opção de entrada não sofreu alteração em relação ao modelo anterior. Saem de linha as esportivas GT e GT Line.
A principal mudança está na dianteira, que recebeu grade maior com o logotipo em destaque, além de para-choque e faróis redesenhados e luzes diurnas de LED posicionadas junto aos faróis de neblina. A mudança era necessária, o Fluence não recebia atualizações desde que foi lançado no País, em 2010. E, segundo Olivier Murguet, presidente da Renault do Brasil, "design é uma das principais razões de compra hoje dos carros da marca". Na parte traseira, o sedã também sofreu modificações, embora bem mais sutis. O destaque fica com as lanternas, que agora trazem LED. As rodas também são novas.
Internamente, o Fluence ganha painel com visor digital em todas as versões - antes disponivel apenas na topo de linha. O modelo 2015 recebe também sistema multimídia com tela colorida de sete polegadas (eram cinco polegadas), agora sensível ao toque e com comandos de voz nas duas configurações mais caras. O modelo passa a ter também câmera de ré, disponível só na versão topo de linha. Outra novidade é a adoção do sistema isofix para a fixação de cadeiras infantis.
Fabricado na Argentina, o sedã passa a contar ainda, de série em todas as versões, com um sistema que ajuda o motorista a dirigir de modo econômico, indicando o momento exato para fazer as trocas de marcha e atribuindo uma nota à condução. Esse dispositivo já é oferecido no Logan e no Sandero.
O que não mudou
Quanto à parte mecânica, nada muda. O Fluence segue equipado com motor 2.0 16V flex que rende 140 cv com gasolina e 143 cv com etanol e torque de 19,9 kgfm e 20,3 kgfm, respectivamente, disponível a 3.750 rpm. O câmbio pode ser manual de seis velocidades ou automático do tipo CVT (continuamente variável) com seis marchas virtuais e opção de trocas manuais.
O iCarros avaliou a única versão oferecida pela Renault, a topo de linha Privilège, equipada com o CVT. Ela deve ser a mais vendida, segundo expectativas da marca. O problema do Fluence não é o motor 2.0, mas sim o câmbio, que faz as trocas por volta das 3.500 rpm, o que eleva bastante o nível de ruído dentro da cabine. E em ultrapassagens, é bom recorrer às trocas manuais se quiser agilidade. A direção elétrica é precisa e não incomoda em nenhuma condição, assim como a suspensão, confortável em pisos irregulares. Ela poderia ser apenas um pouco mais firme para dar mais estabilidade em curvas.
As dimensões? Advinha. Tudo igual. O sedã ainda mede 4,62 m de comprimento, 1,81 m de largura, 1,47 m de altura e 2,70 m de entre-eixos. Não que isso seja ruim. O Fluence oferece bom espaço no banco traseiro e um porta-malas generoso, com capacidade para 530 litros.
A posição de dirigir é agradável graças aos ajustes possíveis no banco e no volante e o painel digital, agora oferecido em todas as versões, dá um ar requintado ao modelo. O acabamento não é nenhum luxo, mas usa materiais agradáveis e bons encaixes. Infelizmente, também segue igual a posição dos comandos no console, um ponto negativo, já que os botões do ar-condicionado ficam acima dos botões do rádio.
Lista de equipamentos
O Fluence 2015 é vendido em três versões de acabamento. A configuração de entrada, a Dynamique, traz ar-condicionado com duas zonas de temperatura e saídas para o banco traseiro, direção elétrica, computador de bordo, volante de couro com regulagem de altura e profundidade e comandos de áudio, chave tipo cartão, sensor de chuva, acendimento automático dos faróis, trio elétrico, alarme, faróis de neblina, sistema isofix para cadeiras infantis (fixação no chassi), rodas de liga leve aro 16 e sistema de som com entrada USB. Bancos de couro são opcionais.
A Dynamique Plus acrescenta bancos de couro e sistema multimídia com tela sensível ao toque, comandos de voz e GPS. Por fim, a topo de linha Privilège traz a mais sensor de estacionamento traseiro, câmera de ré, teto solar elétrico, airbags laterais e de cortina, controle de estabilidade e de tração, luzes diurnas de LED, faróis de xenônio, retrovisores com rebatimento elétrico e rodas aro 17.
Planos para o mercado brasileiro
Hoje, a marca francesa possui 7% de participação no mercado brasileiro e pretende chegar a 8% em 2016. Para isso, serão apresentados novos produtos, como a própria empresa anunciou. Os planos de expansão incluem ainda novas concessionárias. Eram 275 em 2013 e este ano deve fechar com 294 pontos autorizados.
Veja os preços do Renault Fluence 2015:
Dynamique Manual: R$ 66.890
Dynamique CVT: R$ 71.890
Dynamique CVT Plus: R$ 74.890
Privilège: R$ 82.990
Vai vender? - O Fluence melhorou visualmente, é verdade, fazendo agora frente a Toyota Corolla e Honda Civic. Vale lembrar que o facelift do Chevrolet Cruze foi apresentado no Salão de São Paulo e deve chegar às lojas até o final do ano. Mas o câmbio CVT deixa o carro insosso perto dos rivais. E o Fluence, que nunca foi um carro muito expressivo no segmento, ocupando a nona posição no ranking de vendas da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), tem um longo caminho a percorrer para chegar à meta da Renault. Hoje, ele vende em média 630 unidades por mês. A empresa espera vender 1.000 unidades do Fluence por mês, sendo 50% da versão mais cara Privilège, 10% da Dynamique com câmbio manual e o restante dividido entre as opções Dynamique com a transmissão CVT.
Test-drive a convite da Renault
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