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Câmbio automático tira-teima entre Civic e Cruze

O Honda Civic tem um motor 2.0, mas seu câmbio já dá sinais da idade. O Cruze, com um 1.8, tem a vantagem da transmissão

05/08/2013 - Texto e Fotos: Thiago Moreno / Fonte: iCarros

O Honda Civic é um velho conhecido entre os compradores de sedãs médios. Mas a concorrência apertou com o lançamento do Chevrolet Cruze, que substituiu o Vectra, e colocou mais lenha na fogueira na briga pelos clientes. O Cruze chegou com uma plataforma moderna e global, além de uma nova família de motores 1.8, chamada de Ecotec, que pode ser equipada com um eficiente câmbio automático de seis marchas. Como a Honda respondeu? À moda antiga: desde o começo de 2013, o Civic conta com um motor maior, 2.0, e recebeu um leve retoque no visual. 

Na configuração mais barata, LXR, custa R$ 74.290 e traz o câmbio automático de cinco marchas, uma a menos que o do Cruze. Já o Chevrolet na versão mais completa LTZ, custa R$ 78.831. O Civic tem mais motor e é mais barato. É a escolha certa? 

Cruze ganha em modernidade

Enquanto o Civic está com lugar garantido na liderança do segmento, o Cruze ainda precisa mostrar a que veio. Para isso, a Chevrolet recheou o carro de equipamentos. Os dois rivais trazem direção assistida, vidros elétricos, sensor de estacionamento com câmera, bancos em couro e ar-condicionado, mas o Honda para por aí enquanto o Chevrolet tem o diferencial da tela multimídia central com GPS integrado. Mas só isso não vale os mais de R$ 4.000 de diferença no preço.

O Cruze conta ainda com uma plataforma mais recente, enquanto o Civic, cuja última mudança de geração foi em 2007, já dá os sinais da idade. Um exemplo é o painel em dois níveis do Honda. Item apreciado há seis anos, pouco mudou. Ganhou apenas uma pequena tela que agrega as funções de computador de bordo e câmera de ré. Enquanto isso, o Cruze tem uma cabine mais moderna e com acabamento mais agradável ao toque na versão LTZ.

Outro ponto que separa Civic e Cruze é o banco traseiro. Apesar de ambos levarem quatro adultos sem problemas - um quinto ficaria apertado no meio, o teto do Honda tem um caimento mais agudo, o que dificulta a entrada e saída. Além disso, limita o espaço para a cabeça. Situação que não acontece no banco traseiro do sedã da Chevrolet. E a distinção não está no tamanho, pois ambos se diferenciam por milímetros, sendo que os dois têm 1,5 m de altura, 1,8 m de largura e 2,7 m de entre-eixos. A única diferença é o comprimento: 4,5 m no Civic e 4,6 m no Cruze. O porta-malas é similar, com 349 litros e 350 litros, respectivamente.

Motor do Civic é forte, mas câmbio do Cruze compensa

A grande estrela do Honda Civic é motor 2.0 flex de 155 cv com etanol e 150 cv com gasolina. Mais que os 144 cv e 140 cv, respectivamente, do 1.8 flex do Cruze. Porém, o primeiro conta com o mesmo câmbio automático de cinco marchas, enquanto o segundo tem uma transmissão automática de seis que está sendo usada em praticamente toda a linha GM, Desde o Onix até o Cruze.

E é a transmissão que faz com que o carro da Chevrolet ande tão bem na cidade quanto o Honda. A diferença de potência só é percebida com o pé fundo no acelerador, quando nota-se mais força do motor Honda. Na vida real, em uso urbano, os dois são parelhos. Porém, a Honda colocou aletas atrás do volante para o comando manual das trocas de marcha, o que torna menor a morosidade com que a caixa faz as trocas. No Cruze, o acionamento por botão na alavanca é complexo, mas usar o câmbio no modo manual é desnecessário, uma vez que a transmissão é rápida nas trocas e faz as reduções ao menor sinal de elevação na via e com mínima força a mais no acelerador.

Tanto o Cruze como o Civic possuem um acerto mais firme de suspensão. Enquanto dá chances para que alguns solavancos das ruas sejam sentidos, um sistema mais duro também auxilia na dirigibilidade. A Honda utiliza uma suspensão multilink na traseira, mais moderna e cara; já o Chevrolet tem um eixo semi-independente, mais barato e simples. Ou seja, o Cruze faz mais com menos. Nesse campo, a direção de assistência elétrica variável do Civic, bem-vinda em manobras, deixa as respostas um tanto lentas e parecem artificiais. Já a hidráulica convencional do Cruze é mais firme e passa mais segurança.

Escolha de Thiago Moreno - O Civic é um bom carro com um motor valente, mas não surpreende como a geração que saiu às ruas em 2007. O Cruze é mais caro, mas tem uma plataforma moderna, cabine mais espaçosa e bem acabada, além de ter mais equipamentos para atender a um público cada vez mais ávido por tecnologia.

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