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Comparativo: Fiat Toro Freedom x Renault Oroch Dynamique

Agora oferecida com câmbio automático na versão topo de linha, Duster Oroch encara a rival da Fiat

19/09/2016 - Anamaria Rinaldi / Fotos: Thiago Moreno / Fonte: iCarros

O iCarros já colocou as duas picapes intermediárias Fiat Toro e Renault Duster Oroch frente a frente quando a Oroch era oferecida apenas com câmbio manual. Desde junho deste ano, no entanto, ela passou a ser vendida também com transmissão automática. Disponíveis somente com cabine dupla, o iCarros avaliou ambas em versões flex. A Fiat Toro Freedom sai por R$ 81.700, enquanto a Duster Oroch Dynamique automática cobra R$ 77.900, uma diferença de R$ 3.800. Qual vale mais o custo/benefício?

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Motorização e desempenho

Lembrando que as duas picapes são flex, o modelo da Fiat traz motor 1.8 que rende 139 cv e 19,3 kgfm com etanol, com câmbio automático de seis marchas e tração 4x2. Já a Renault tem um 2.0 de 148 cv e 20,9 kgfm, respectivamente. Nesse caso, a transmissão é automática de quatro velocidades, também com tração 4x2 – não há opção 4x4, ao menos por enquanto, no portfólio da Oroch. Andando, seu motor maior dá mais ânimo à picape, além de oferecer um pouco mais de torque. É preciso considerar ainda que ela é mais leve, pesando 1.375 kg contra os 1.619 kg da Toro - são 244 kg de diferença. A superioridade da Renault fica clara nos dados de 0 a 100 km/h, em que a Oroch cumpre em 10,4 segundos e a Toro em 12,2 segundos, ambas com etanol. 

O problema da Oroch é exatamente o novo câmbio automático de apenas quatro velocidades, que acaba deixando a picape em uma situação inferior à rival. Ele limita as respostas aos comandos de aceleração e acaba elevando o nível de ruído dentro da cabine em velocidades maiores, como na estrada, o que não ocorre na Toro. Com seis marchas, o modelo da Fiat é mais versátil e gera maior conforto tanto acústico quanto de "trancos", mesmo em reduções. Eu já disse no passado que acho que o motor 1.8 e a calibração da transmissão não casaram tão bem na Toro, mas não há dúvidas de que ficou melhor que o conjunto da Duster Oroch. Nas duas picapes é possível fazer trocas manuais na alavanca de câmbio movendo-a para a esquerda, aumentando as marchas para baixo e reduzindo para cima.

Leia a opinião de donos de Toro 
Leia a opinião de donos de Duster Oroch

Um item cada vez mais relevante para os consumidores, o consumo não foi digno de elogios em nenhum dos modelos. A Oroch fez média de consumo de 4,7 km/l na cidade com etanol rodando sempre em congestionamentos, enquanto a Toro registrou 4,6 km/l de média nas mesmas condições. Segundo o Inmetro, a Fiat roda 5,8 km/l na cidade e 7,4 km/l na estrada contra os 5,9 km/l e 7,6 km/l, respectivamente, da Renault, ambas com etanol no tanque. Quanto à dirigibilidade, a Fiat sai na frente com um acerto mais equilibrado. Ela oferece suspensão mais confortável capaz de filtrar melhor o piso, além de sua direção elétrica ser mais direta. Na Oroch, a carroceria inclina mais em curvas e sua direção - do tipo eletro-hidráulica - é um pouco dura demais em baixas velocidades e leve demais acima dos 50 km/h. É bom ressaltar que ambas têm suspensão independente atrás, como num veículo de passeio, e não eixo de torção como nas picapes médias.

Dimensões e espaço interno

Feita em Goiana (PE), a Toro mede 4,91 m de comprimento, 1,84 m de largura, 1,68 m de altura e 2,99 m de entre-eixos. Na caçamba, há capacidade para 1.000 kg de carga ou 820 litros de bagagem. Já a Duster Oroch, produzida em São José dos Pinhais (PR), tem 4,69 m de comprimento, 1,82 m de largura, 1,69 m de altura e 2,82 m de entre-eixos. Ou seja, ela é menor, o que aparece na caçamba: são 650 kg ou 683 litros. A picape da Fiat ainda tem a vantagem da tampa da caçamba bipartida, abrindo horizontalmente uma porta para a direita e outra para a esquerda, facilitando o acesso. O “porém” desse sistema é que existem assim duas travas que devem ser soltas para abri-la. 

Veja a ficha técnica e mais detalhes da Toro
Veja a ficha técnica e mais detalhes da Duster Oroch

Por dentro, a Renault exibe acabamento com qualidade inferior e comandos em posições pouco ergonômicas. A famosa alavanca na coluna de direção com os botões do rádio seguem ali, com o volante com comandos apenas do controlador de velocidade que, por sinal, é ligado ou desligado por um botão no console central. No console (um pouco escondido na parte de baixo) também fica o botão para acionar o modo Eco que privilegia o consumo de combustível – há ainda indicador de trocas de marcha no painel e gráficos na central multimídia para auxiliar o motorista a ser mais econômico na direção. Mais elegante e moderna por dentro e por fora, a Toro mostra melhor escolha de materiais.

A posição do banco traseiro é incômoda nas duas picapes, já que ele fica quase em um ângulo de 90 graus. Um pouco mais de inclinação tornaria a viagem mais agradável para quem vai atrás. No mais, há bom espaço para as pernas nos dois modelos, um pouco melhor na Toro em função do entre-eixos 17 cm maior. Além disso, o puxador da porta traseira da Oroch é muito pronunciado e pode encostar no ocupante se ele não ficar atento. Falando no banco de trás, é bom apontar que a Toro das fotos traz itens que fazem parte de um pacote opcional de R$ 1.793, incluindo tomada 12V, entrada USB, apoio de braço e porta-copo traseiros.

Equipamentos de série

As duas versões avaliadas – lembrando que na Toro é a de entrada e na Oroch é a topo de linha - vêm de fábrica com ar-condicionado, computador de bordo, controlador de velocidade, sensor de estacionamento traseiro, vidros (dianteiros e traseiros) e travas elétricas e volante com regulagem de altura. Pelos R$ 3.800 que cobra a mais, a Toro acrescenta controle de tração e de estabilidade, assistente de partida em rampa, volante com regulagem de profundidade e direção elétrica. Na Oroch, ela é eletro-hidráulica. Mas a rival da Renault traz a mais retrovisores elétricos, rodas de liga leve (ambos os modelos são de 16 polegadas, mas na Toro são de aço), protetor de caçamba, barras no teto, santantônio, alarme, faróis de neblina e luz diurna (halógena). Outra diferença é que enquanto a Toro traz um sistema de som mais simples com Bluetooth, entrada USB e função streaming de áudio, a Oroch ataca com uma central multimídia com tela sensível ao toque e GPS integrado.

Escolha de Anamaria Rinaldi – No geral, a Toro é mais agradável: em visual, em desempenho, em conforto, em dirigibilidade. Mas a Duster Oroch não fica para trás, com preço mais em conta e mais equipamentos de série. É uma briga difícil, mas dou a vitória para a Toro em função dos itens de segurança, que compensam a diferença de preço. 

 

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