Como um GP da França em Champanhe mudou a história da F1

Fomos até Reims, na região da Champanhe, na França, descobrir a história por trás do ritual mais famoso do pódio da F1

26/09/2019 - Rodrigo França / Fotos: Divulgação / Fonte: iCarros

Quando os pilotos da F1 e de diversas categorias do automobilismo mundial celebram suas vitórias com champanhe no topo do pódio, poucos sabem que um ritual tão associado ao mundo das corridas teve sua origem em um lugar bucólico no interior da França. E, não por coincidência, justamente na bela região de Champanhe, único lugar do mundo em que a famosa bebida pode ganhar esta denominação.

Os produtores da famosa bebida decidiram que seria interessante associar seu produto a um momento de glória e comemoração e certamente não haveria maior triunfo do que vencer um Grande Prêmio de F1. O campeonato começou em 1950, quando o GP da França foi disputado no circuito de Reims-Gueux, onde iCarros viajou a bordo de um Porsche Macan S para trazer a história do lugar onde a primeira champanhe foi entregue a um vencedor de corrida.

E como uma boa tradição precisa ter um ótimo início, a vitória ficou com ninguém menos que o argentino Juan Manuel Fangio, um dos maiores pilotos de todos os tempos e que conquistaria cinco título mundiais, inspirando grandes nomes – inclusive Ayrton Senna.

O piloto recebeu uma garrafa “jeroboam” (de 3 litros, semelhante as que são entregues hoje nos pódios da F1) dos primos Paul Chadon Moet e Frederic Chandon – que também eram entusiastas do automobilismo. Nascia assim a tradição que impera até hoje no topo do esporte a motor.

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Fangio, McLaren, Brabham e Clark

Mas e o circuito onde tudo começou? A história é completamente diferente. Construído em 1926, ele foi palco de 11 GPs da França, entre 1950 e 1966. Grandes nomes se consagraram neste solo onde as bebidas ganham fama pelo mundo. Além de Fangio, Jack Brabham, Bruce McLaren e Jim Clark estão entre os vencedores de corrida nesta pista.

Se você não conhece muito sobre esta história, fique tranquilo: mesmo para os locais, há pouca informação sobre o palco do GP da França de seis e sete décadas atrás. O curioso é que a pista é completamente abandonada há cerca de 20 anos. Como a reta principal, no entanto, passa por uma estrada vicinal ainda hoje utilizada no interior de Champagne, a cena é impressionante para os amantes do automobilismo.

Está tudo lá: o paddock, a arquibancada, o esqueleto da torre de cronometragem e até os boxes. Mas tudo como se fosse um cenário de ficção científica. Como se o palco do GP da Bélgica de 2019 fosse abandonado completamente hoje e nunca mais passasses por cuidados e algum visitante do futuro enxergasse a Eau Rouge em 2040, 2050…

O local exige respeito – e nada melhor do que visitá-lo com um exemplar da montadora alemã que mais venceu em Le Mans. Com o novo motor 3.0 V6 turbo, o Porsche Macan S conta com 354 cavalos de potência e alcança 250 km/h (nos trechos sem limite de velocidade nas autobahns da Alemanha, é claro, pois na França você só pode acelerar a 130 km/h).

A mais de 220 km/h

Se hoje temos a disposição todo conforto, segurança e velocidade de um carro de rua com DNA de corrida como o Macan S, é graças a heróis que se arriscavam em circuitos como Reims-Gueux. Note que em 1966 Jack Brabham venceu com média de volta em 220,8 km/h no circuito de 8,3 km – para você ter uma comparação, a volta mais rápida do GP da Bélgica de 2019 foi de 1min46s409, de Sebastian Vettel, com a Ferrari, média de 237 km/h em um circuito de tamanho relativamente parecido (7km) e de mesmo conceito (usando estradas entre pequenas cidades do interior).

E por falar em tradição de champanhe, também foi na França onde nasceu a comemoração de jogar a bebida em spray no público: em 1966, uma das garrafas abriu acidentalmente e deu o “banho” involuntário nos presentes no pódio. Mas, no ano seguinte, o norte americano Dan Gurney fez a festa que hoje é copiada pelos pilotos do mundo todo, comemorando sua vitória nas 24 Horas de Le Mans com o Ford GT40, junto com AJ Foyt.

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