Segunda geração do Audi Q7 chega por R$ 399.990

Modelo estará nas lojas até o final dessa semana em versão única e com mais tecnologia a bordo

27/01/2016 - Anamaria Rinaldi, de Atibaia (SP) / Fotos: Divulgação / Fonte: iCarros

Audi apresentou hoje (27) a segunda geração do SUV Q7, que já está disponível na maior parte das concessionárias do País. Agora oferecido em versão única Ambition, sai por R$ 399.990 – a primeira geração, lançada aqui em 2006, tinha as opções Ambiente (R$ 321.190) e Ambition (R$ 359.190).

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Apresentada na Europa no final de 2014, a novidade desembarca agora em solo brasileiro exibindo um novo visual, que deverá ser adotado nos próximos lançamentos da linha de SUVs da marca que leva a nomenclatura “Q”, como o Q3 e o Q5. Por fora, a grade frontal passa a trazer linhas horizontais e os faróis ganham nova assinatura de LEDs, além de os para-choques e as lanternas traseiras terem sido redesenhados. Há ainda três novas opções de cores: marrom, prata e azul. 

Por dentro, o interior também foi retrabalhado com o objetivo de deixar os comandos mais práticos e acessíveis. Com isso, o antigo botão giratório sensível ao toque no console central agora passa a ser uma superfície maior e posicionada à frente da alavanca de câmbio, deixando-a mais à mão do condutor. Além disso, o rebatimento da terceira fileira de bancos é elétrica (antes era manual) e a abertura e o fechamento do porta-malas podem ser feito com um chute abaixo do para-choque traseiro, algo prático quando se está com as mãos carregadas. O quadro de instrumentos também passa a ser digital – como no TT – com imagens coloridas, inclusive, com o mapa 3D do GPS.

Entre os novos equipamentos tecnológicos que vêm de série no Q7 estão o som de alta qualidade da Bose, a central multimídia que permite o espelhamento da tela do smartphone (compatível com IOS via CarPlay e com Android via Google Android Auto), o head up display (visor que projeta informações na altura do para-brisas) e o sistema com modos de condução que ganha mais uma opção Off-Road.

Segundo a Audi, o SUV também está 325 kg mais leve na nova geração, pesando agora 1.970 kg frente aos 2.240 kg do modelo anterior na mesma versão. Só a carroceria, por exemplo, teve uma redução de peso de 71 kg, enquanto os eixos emagreceram juntos 67 kg. As dimensões permanecem praticamente inalteradas, com 5,05 m de comprimento, 1,97 m de largura, 1,74 m de altura e 2,99 m de entre-eixos, sendo apenas 37 mm mais curto e 15 mm mais estreito que a geração anterior. Ainda assim, o porta-malas cresceu, com capacidade para 890 litros – eram 775 litros no antecessor. Com sete ocupantes, ela cai para 295 litros, enquanto sobe para 2.075 litros com a segunda fileira de assentos rebatida. Já o tanque de combustivel diminuiu de 100 litros para 85 litros.

Motorização aprimorada

O Q7, agora disponível somente na versão topo de linha Ambition, segue equipado com motor 3.0 V6 que rende 333 cv de potência e 44,8 kgfm de torque a partir de 2.900 rpm. O câmbio também é o mesmo automático de oito marchas. Contudo, a Audi informa que foram feitas atualizações no propulsor, que agora possui dupla injeção de combustível, direta e indireta, de acordo com a demanda. Isso permitiu reduzir a aceleração de 0 a 100 km/h de 6,9 segundos para 6,1 segundos e elevar a velocidade máxima de 243 km/h para 250 km/h. Foram feitas ainda melhorias nas suspensões dianteira e traseira (saem os braços em V e entra um sistema com cinco braços) e no sistema Start/Stop, que agora desliga desde que a velocidade esteja abaixo de 7 km/h, ajudando a reduzir em até 6% o consumo de combustível. A Audi informa que a nova geração está 28% mais econômica que sua antecessora. 

Item de série, o Drive Select altera parâmetros do carro como aceleração, transmissão e suspensão e direção, oferecendo seis modos de condução: a novidade Off-Road (para terrenos difíceis), Eficiente (privilegia o consumo), Conforto (ideal para longas viagens), Automático (se ajusta de acordo com o estilo de condução), Dinâmico (voltado para melhor performance) e Individual (permite ajustar cada característica segundo as preferências do motorista).

A tração integral permanente distribui normalmente a força entre as rodas em 40% na frente e 60% atrás, podendo chegar ao máximo de 70% na dianteira e ao máximo de 85% na traseira.

Equipamentos de série

A lista é ampla e inclui ar-condicionado com quatro zonas de temperatura e saídas para os bancos traseiros, bancos dianteiros com ajustes elétricos, regulagem lombar e memória para o motorista, bancos revestidos de couro, controlador de velocidade adaptativo (regula a velocidade e a distância do carro à frente), função Auto Hold (mantém o carro freado sem precisar manter o pedal do freio pressionado), monitoramento de pressão dos pneus, retrovisor interno eletrocrômico (antiofuscante), teto solar elétrico, volante com ajustes elétricos, comandos de áudio e borboletas para trocas de marcha manuais, rack de teto de alumínio, rodas de liga leve aro 20, airbags frontais e laterais, faróis bi-xenônio, sensor de estacionamento dianteiro e traseiro, câmera de ré e rádio com GPS e conexão Bluetooth.

São opcionais: pintura metálica (R$ 2.000), terceira fileira de bancos (R$ 20.000) e suspensão a ar com seis níveis de altura (R$ 30.000). No modo Off-Road, por exemplo, a suspensão se eleva 60 mm, enquanto no Dinâmico ela abaixa 15 mm.

Há ainda um pacote de R$ 7.500 com aviso de ponto cego inclusive ao abrir a porta, invalidando a maçaneta se detectar que há veículos se aproximando, e alerta de tráfego na transversal ao dar ré. Outro pacote de R$ 32.000 inclui faróis full-LED, assistente de visão noturna com câmera infravermelha e eixo traseiro dinâmico (em altas velocidades, gira as rodas traseiras no mesmo sentido das dianteiras e, em baixas velocidades, gira no sentido contrário, ajudando em manobras e dando mais estabilidade com mudanças de direção mais rápidas).

Entre os acessórios há rack de teto mais rack para bicicletas (R$ 2.599), caixa de bagagem (R$ 4.099), luzes de LED nas portas dianteiras (R$ 819) e sistema de entretenimento traseiro (R$ 6.999).

Impressões ao dirigir

Tal qual o modelo anterior, o novo Q7 segue prazeroso de guiar, apesar de seu tamanho avantajado. Mas as melhorias são muito bem-vindas, permitindo que o SUV fique ainda mais ágil graças à redução de peso e às mudanças feitas no motor. A direção é precisa em qualquer velocidade e a tração integral oferece uma estabilidade exemplar, sendo preciso abusar nas curvas para lembrar que você está em um SUV com 1,74 m de altura.

Por dentro, o carro também mima bastante os ocupantes, com ótima posição de guiar e muito espaço no banco traseiro. É verdade que, com sete ocupantes, é preciso remanejar um pouco a posição dos assentos para que todos fiquem confortáveis no espaço para as pernas, porque as cabeças não sofrem nem na terceira fileira de bancos. O acabamento é digno de um Audi, com materiais muito agradáveis e desenho sóbrio, embora com um toque de moderno ao mesmo tempo. 

O painel digital é muito prático e, junto com o novo comando sensível ao toque da central multimídia, torna a vida do motorista muito mais fácil. Pena que a Audi ainda adote a tela central no topo do painel e não integrada como na maior parte dos veículos. A vantagem é que ela pode ser rebatida se você não quiser chamar a atenção à noite, por exemplo. E por falar em praticidade, o rebatimento elétrico ao toque de um botão dos bancos da terceira fila e a abertura e o fechamento do porta-malas com um movimento dos pés abaixo do para-choque dão ao SUV um toque de requinte que ele merecia.

Vai vender? - A Audi comemora ótimos resultados no Brasil, apresentando crescimento nas vendas diante de um mercado com quedas constantes. Mas o Q7 não tem papel fundamental nesse cenário, já que ele não figura entre os carros mais vendidos da marca por aqui. Ele oferece um conjunto digno de elogios, mas cobra muito caro por isso. O recém-lançado Mercedes-Benz GLE, por exemplo, parte de R$ 332.900, enquanto o BMW X5 cobra os mesmos R$ 399.950 iniciais, mas é movido a diesel.

 

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